terça-feira, 2 de março de 2004

Tenho sono, tenho frio e tenho comichão na garganta.
Também tenho comichão no olho.
Estou meia ranhosa, a amandar pa constipada. Pode ser alergia, mas enfim, nunca se sabe.
Estou um bocadinho triste, mas é só um bocadinho.
Na cozinha repousa silenciosamente uma fatia de bolo de chocolate, é a ultima.
Invade-me o dilema... o dilema...! como, não como, como, não como? Apetece. Mas e se depois amanhã alguém (que não eu) se desilude com a presença de um prato vazio? Complicado. Também podia cortar metade da fatia, mas isso passaria de complicado a ridiculo. Muito ridiculo.
Tenho sono...
-E porque não vais dormir Júlia?
Pergunta pertinente.
Porque tenho medo.
Pois, medo. As noites ultimamente andam minadas de pesadelos. Quando menos se espera lá explode um no meu sono.
Ainda ontem, sonhei que tinha alguns fios de cabelo presos na mão. Por baixo da pele. E tinha de os puxar cá para fora, mas doía imenso. E lá fui puxando lentamente, dolorosamente, até saírem.
Nem quero pensar nisso :o(
Desde muito pequena que os pesadelos me acompanham. Os meus pais levavam-me para a casa de banho, comigo em pânico e ainda a dormir, para me tentarem acalmar. Chegou ao extremo de me recusar a dormir. Então o pai lá inventou a história do saco de plástico. Sentava-se ao meu lado com um saco "Vá, dorme descansada, quando o pesadelo aparecer por aí eu apanho-o e meto-o no saco" E eu dormia descansada. Até exigi que se pesasse o saco na balança. É claro que o saco aberto pesava menos que o saco fechado, era o pesadelo que lá estava dentro, hehe, por isso essa paranóia foi desaparecendo, tal como os pesadelos. Deixaram de ser tão frequentes.
Enfim... Estou a ficar mesmo com muito sono.
Se aparecer por aí um pesadelo corro-o daqui à estalada :o)
Boa noite. Caminha, edredão, almofadas... como vos quero.

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