terça-feira, 27 de abril de 2004

Fecha-me os olhos, por favor, não os deixes ver.
É duro de mais, é branco de mais.
Magoa.
Tudo tão claro.
A verdade é crua.
Dos meus olhos vai escorrendo a alma, pergunto até quando. Mas ela não responde, creio que é de mim que foge.
O corpo cansado, aos poucos, sufoca.
Arranca-me daqui, inventa uma história nova para a minha vida. Esta está tão gasta.
Cria uma morte sem sofrimento.
Tem piedade, não me deixes cair.
Já estou tão partida, não vês?

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