segunda-feira, 31 de maio de 2004

Para sempre. Aqui estou. É uma tarde de Verão, está quente. Tarde de Agosto. Olho-a em volta, na sufocação do calor, na posse final do meu destino. E uma comoção abrupta – sê calmo. Na aprendizagem serena do silêncio.
Vergílio Ferreira

A todos os que se preocuparam com o meu “desaparecimento”. Obrigada.
Estes dias têm sido tão desnorteados, tão apressados.
Já nem me lembro da ultima vez que me sentei a respirar.
E que falta faz. Saborear cada sentimento.
Viver devagar, doce docemente.
Uma esplanada, um livro, um café.
O mar.

Tenho saudades.
Do cheirinho guloso dos protectores solares.
Da pele salgada. Das pestanas pesadas de água. Dos pés bem enterrados na areia.
Da praia, à tardinha, quando a massa de familias filhos netos chapéus lancheiras vai para casa jantar.

Aqui estou, de volta.
A peça estreou-se, teve em cena quatro dias. Fizemos uma pipa de massa e vai dar para uns quantos jantares com o grupo. Estou feliz.
Ando a ouvir The Smiths quase todos os dias.
Desculpem-me a ausência.
Talvez não para sempre.
Mas, aqui estou.

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