terça-feira, 8 de junho de 2004



:o), beijinho muito especial para ti Pai.

sexta-feira, 4 de junho de 2004

hoje parti um copo no café.

estava a tentar tirar uma fotografia e...
não reparei que o meu cotovelo...

errr...

o olhar raivoso da empregada depois de...
eu...
eu.....

(Júlia sai a chorar)

quarta-feira, 2 de junho de 2004

Há um papagaio chamado Neco no meu universo. Não, não é meu. E não, eu nunca poria o nome Neco a um animal de estimação. Mas existe. Quando vou a casa da minha avó Aurélia tenho o hábito de beber café ao almoço e jantar. Na pastelaria que frequento encontro sempre este pobre animal à beira da depressão (ou pelo menos isso aparenta).
Nada simpático e pouco social, pronto a arrancar os dedos a quem se dignar a uma aproximação (pequena que seja), lá está ele à espera, com um brilho de loucura nos olhos, ansioso pelo ataque.
É vê-lo de um lado para o outro, na sua gigantesca prisão.
De um lado, teca teca teca, para o outro teca teca teca, de um lado, teca teca teca, para o outro, teca teca teca, de um lado, teca teca teca, para o outro, teca teca teca, sempre no mesmo sitio, sem parar, e assim continua a tarde inteira, os dias inteiros, parece estar a dar em doidinho. Mas naaa, a mim aquele bicho não engana, ele está a planear uma fuga, só não sabe é como e fica ali naquela triste figura.
Às vezes também emite grunhidos imensamente altos (onde se distinguem alguns Olás meio rudimentares), lá vem a Dona São lançada “CALA-TE NECO!!” e dá com uma colher, porta.chaves (o que tiver à mão) nas grades da gaiola. A gaiola abana-se toda e o Neco instala-se no silêncio (com um grande susto imagino, que a Dona São é assustadora).
Será por isso que o Neco é traumatizado? Não sei.
Mas às vezes também o encontro completamente apático. Sem movimento. Olhando o horizonte (que não é muito, tendo em conta que o café fica em frente a uma estrada e do outro lado uma parede tapa a paisagem).
Mesmo que uma criança abane a gaiola e enfie por ela os dedos, nada.... Pergunto-me, serão momentos de lucidez em que ele se apercebe “Não vou a lado nenhum”.
Suspiro.
Pobre Neco.

terça-feira, 1 de junho de 2004

Pela janela do meu quarto vejo um mundo a fazer sentido.
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