quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005

Dou por mim de olhos fechados num sorriso.
Encantada.
Abanando a cabeça os braços as ancas. A dançar tão e completamente sozinha. Deslumbro o ridículo dos meus movimentos e rasgo o peito em cores de prazer.
Estou feliz. Sinto, mesmo por segundos, a segurança do mundo. Não vou cair e mesmo que tropece volto a levantar-me. Sei que sim.
Quero respirar até à sufocação.
O corpo pequeno ondula, eleva-se, prepara-se para voar longe, para além das árvores, das folhas de Outono que há muito caíram. Voar para além das nuvens, e das estrelas, tornar-se infinito como o universo e deixar de ser meu.
Assim faz sentido.

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