sábado, 9 de junho de 2007

castelos impossíveis de
formigas encantadas
em jardins imaginários.
e todas as noites uma história nova.

entretanto o tempo esticou
e (aos tropeções)
o corpo cresceu.

venho espalhando pelos anos corações de plástico,
que calço arranco visto ponho tiro desfaço
de acordo com a disposição quotidiana.
nos dias rachados saio para a rua de peito vazio.

mas a vida corre e
os amigos estão e
a família,
quando não se tem,
substitui-se.




Anna Gaskell

1 comentário:

Anónimo disse...

bela foto

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