domingo, 14 de outubro de 2007


Ruang rak noi nid mahasan



qualquer coisa de conteúdo:
há a casa vazia com um saco desfeito na sala,
uma pulseira enforcada no pulso.
pulso esquerdo.
Cheguei a casa com uma palavra entalada no olho, que esfreguei e esfreguei mas não saiu. Digo de mim para mim que envelhecer em sacos de plástico acontece. Que é normal enfiar bocados do corpo em caixas de cartão. Que faz sentido devolver memórias como quem devolve roupa nos centros comerciais.
Mas não.
Não.
Estou encalhada na primeira pessoa, é um problema.
mas agarro-me e tenho-me e sou. pela primeira vez em anos
sou. isso é bom.

2 comentários:

Anónimo disse...

muito bom

nils disse...

és! enorme!

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