sábado, 17 de maio de 2008

Não há na terra lugar nenhum. As raizes apodrecem no corpo. Continuamos a acordar todos os dias à hora em que o despertador não toca. Destapo os lençois com dificuldade e arrasto os chinelos pela casa. Por baixo da água no chuveiro espero que o pó desapareça, e com ele a pele.
Ao longe. "Filha, o corpo não tem raizes na terra" Eu sei mãe.

1 comentário:

intruso disse...

(o corpo e a escrita em carne viva...)

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