terça-feira, 30 de setembro de 2008

A hora de despertar enoja-me o estômago. As pessoas formigam na rua com sacos e pressa, mecanizadas quotidiano adentro. O mundo todo é feito de persianas. Arrasto os lençóis pela cozinha e tomo comprimidos, antibióticos, anti-inflamatórios. O cão abana-se na esperança de trela. Suspiro um pedido de desculpas.
Ando a reparar que as palavras cabem menos na garganta.

4 comentários:

Luís disse...

estamos todos na mesma... a sorte é que enquanto tu ficas de cama a recuperar eu tenho de aturar noventa putos de 18 anos com as hormonas aos saltos :-D (ui, ui, que eles vão ler isto e a seguir vão-me matar!)

Julieonthemoon disse...

tristes sinas senhor ;) *

Beguinha disse...

E as palavras que ainda vivem na garganta sabem a pouco ou a quase nada...

anasus disse...

-respira!!!!!!!!! pode respirar!!!!!!

-"Não respire!!!"

-....

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