terça-feira, 12 de abril de 2011

Os joelhos dão pela fraqueza de não conseguir desenhar a anatomia da minha mudança.

Anatomias de mudança, quero dizer.

Estico muito o indicador mas nem por isso sei distinguir o “é aqui” do “é ali”. Sei que chego à senhora dos jornais pela mesma hora e ela sorri o jornal sem eu o pedir. Sei que pasmo horas de fim de semana na esplanada. Com ele, os nossos vizinhos e amigos. O senhor Vasco da bengala passa ali todos os dias, partilha sempre a lágrima pela mulher. E nós que somos todos tão iguais gostamos de o ouvir. Sei que sou pequena com voz a crescer para mulherzinha.


Mas pôr o dedo a dizer “é aqui”, ainda não.




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