Tão bem que me sabem dias como este.
Chego a casa, enrolo o cabelo no elástico, ligo o computador enquanto visto o pijama.
A minha mãe esqueceu-se aqui dos óculos.
Espreguiço-me...
Um filme para adoçar o final do dia, “Alguém tem que ceder”. Uma comédia romântica com algo de lamechice à mistura mas, ao contrário do eu habitual, gostei. Fiquei mais cor de rosa e ser cor de rosa às vezes faz bem, nem que seja para sonhar um bocadinho.
Um jantar na Portugália. Uma conversa com Sr meu namorado, combinar coisas para o dia seguinte. Para o fim de semana seguinte.
“Não devo gostar de arroz de lampreia” mas ainda bem que compreendes.
Milhões de coisas para fazer, todas elas do meu agrado. Sinto-me tão grande, capaz de esticar os braços e abraçar o mundo.
Pessoas aparecem, pessoas telefonam, sorrisos, “até amanhã”, “até amanhã!”.
“Amo-te”, “Também te amo muito”
Os dias deviam ser assim. Tão suaves.
Adoro estes dias.
mui de muito cor de coração dou de dourado pé de pétala vem do ventre algo de algodão
terça-feira, 30 de março de 2004
domingo, 28 de março de 2004
Estou tão cansada, tão cheia de sono. Mais um fim de semana desperdiçado em que me senti ignorada a maior parte do tempo. Ás vezes pergunto-me para quê fazer companhia a pessoas que se estão nas tintas para os meus sentimentos, pensamentos, para os meus gostos. Quando o que realmente importa é a superficialidade de se estar a determinadas horas ao almoço, ao jantar, conversas que soam sempre ao mesmo. Ninguém ali se conhece.
A minha presença embora agradável é invisível a todos. Quase todos.
Pareço um objecto decorativo que às vezes dá um certo jeito ter por perto. Ando farta deste papel sujo.
A minha presença embora agradável é invisível a todos. Quase todos.
Pareço um objecto decorativo que às vezes dá um certo jeito ter por perto. Ando farta deste papel sujo.
quinta-feira, 25 de março de 2004
quarta-feira, 24 de março de 2004
domingo, 21 de março de 2004
sábado, 20 de março de 2004
Ontem foi dia do pai.
..."I guess you'll always be a mystery to me
But you taught me how to value life
And what else do I need
I have a dad who watches over me" ...
Nos piores momentos e nas maiores alegrias, não há nada melhor do que poder confiar em ti. Adoro-te Pai.
Winter
Snow can wait
I forgot my mittens
Wipe my nose
Get my new boots on
I get a little warm in my heart
When I think of winter
I put my hand in my father’s glove
I run off
Where the drifts get deeper
Sleeping beauty trips me with a frown
I hear a voice
"Your must learn to stand up for yourself
Cause I can’t always be around"
He says
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses are still in bed
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change my dear
Boys get discovered as winter melts
Flowers competing for the sun
Years go by and I’m here still waiting Withering where some snowman was
Mirror mirror where’s the crystal palace
But I only can see the myself
Skating around the truth who I am
But I know dad the ice is getting thin
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses are still in bed
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change my dear
Hair is grey
And the fires are burning
So many dreams
On the shelf
You say I wanted you to be proud of me
I always wanted that myself
He says
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses have gone ahead
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change
My dear
Never change
All the white horses
Tori Amos
..."I guess you'll always be a mystery to me
But you taught me how to value life
And what else do I need
I have a dad who watches over me" ...
Nos piores momentos e nas maiores alegrias, não há nada melhor do que poder confiar em ti. Adoro-te Pai.
Winter
Snow can wait
I forgot my mittens
Wipe my nose
Get my new boots on
I get a little warm in my heart
When I think of winter
I put my hand in my father’s glove
I run off
Where the drifts get deeper
Sleeping beauty trips me with a frown
I hear a voice
"Your must learn to stand up for yourself
Cause I can’t always be around"
He says
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses are still in bed
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change my dear
Boys get discovered as winter melts
Flowers competing for the sun
Years go by and I’m here still waiting Withering where some snowman was
Mirror mirror where’s the crystal palace
But I only can see the myself
Skating around the truth who I am
But I know dad the ice is getting thin
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses are still in bed
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change my dear
Hair is grey
And the fires are burning
So many dreams
On the shelf
You say I wanted you to be proud of me
I always wanted that myself
He says
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses have gone ahead
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change
My dear
Never change
All the white horses
Tori Amos
terça-feira, 16 de março de 2004
Desliguei e olhei para o chão. Depois para o telefone.
Comecei a chorar.
Levantei-me.
Descalcei as botas. Abri a caixinha onde guardo alguns segredos
Tirei o único pedaço da nossa fotografia rasgada que deixaste ficar para trás.
Metade da minha cara.
20,000 seconds since you've left and I'm still counting
And 20,000 reasons to get up, get something done
But I'm still waiting
Is someone kind enough to
Pick me up and give me food, assure me that the world is good
But you should be here, you should be here
How colors can change and even the texture of the rain
And what's that ugly little stain on the bathroom floor
I'd rather not deal with that right now
I'd rather be floating in space somewhere or
Worry about the ozone layer
And it's almost like a corny movie scene
But I'm out of frame and the lighting's bad
And the music has no theme
And we're all so strong when nothing's wrong
And the world is at our feet
But how small we are when our love is far away
And all you need is you
"20,000 Seconds" K's Choice
Comecei a chorar.
Levantei-me.
Descalcei as botas. Abri a caixinha onde guardo alguns segredos
Tirei o único pedaço da nossa fotografia rasgada que deixaste ficar para trás.
Metade da minha cara.
20,000 seconds since you've left and I'm still counting
And 20,000 reasons to get up, get something done
But I'm still waiting
Is someone kind enough to
Pick me up and give me food, assure me that the world is good
But you should be here, you should be here
How colors can change and even the texture of the rain
And what's that ugly little stain on the bathroom floor
I'd rather not deal with that right now
I'd rather be floating in space somewhere or
Worry about the ozone layer
And it's almost like a corny movie scene
But I'm out of frame and the lighting's bad
And the music has no theme
And we're all so strong when nothing's wrong
And the world is at our feet
But how small we are when our love is far away
And all you need is you
"20,000 Seconds" K's Choice
segunda-feira, 15 de março de 2004
Um dia chegaste com um grande sorriso aberto.
O teu sorriso imaculado de dentes brancos e lábios carnudos.
Belas promessas de bem estar, de ternura. Conforto.
Tudo aquilo que desejava, perfeito. Segui-te sem pensar, sem saber. Segui-te por te amar. Porque, sempre fui assim, tola, sedenta de amor, de um gesto. Por muito pequenino que fosse.
E tu, foste sugando lentamente a minha vida, e eu inocente, permitia. Porque eras tu.
Os meses passaram e o meu corpo usado deixou de ser suficiente. O silêncio ocupou os teus olhos, o desespero os meus.
Deixaste-me pôdre.
Não sei a magia que aplicaste, ou se fui eu que a apliquei.
Mas de alegre tornei-me obscura.
De infantil a velha.
Mirrada por fora.
Raspada por dentro.
Até não haver mais nada que sugar. Utilizar. O bom dissipou-se.
Sobrou a minha alma triste.
Odeio-te por não veres que estou a morrer, odeio-te por fechares os olhos ao meu corpo mutilado.
Estou desfeita.
É verdade, apodreci. Mas foi contigo.
Não foste tu que me apodreceste, foi a nossa relação que me esvaziou.
Não perguntes como. Porque se soubesse não derramava uma lágrima sequer.
O teu sorriso imaculado de dentes brancos e lábios carnudos.
Belas promessas de bem estar, de ternura. Conforto.
Tudo aquilo que desejava, perfeito. Segui-te sem pensar, sem saber. Segui-te por te amar. Porque, sempre fui assim, tola, sedenta de amor, de um gesto. Por muito pequenino que fosse.
E tu, foste sugando lentamente a minha vida, e eu inocente, permitia. Porque eras tu.
Os meses passaram e o meu corpo usado deixou de ser suficiente. O silêncio ocupou os teus olhos, o desespero os meus.
Deixaste-me pôdre.
Não sei a magia que aplicaste, ou se fui eu que a apliquei.
Mas de alegre tornei-me obscura.
De infantil a velha.
Mirrada por fora.
Raspada por dentro.
Até não haver mais nada que sugar. Utilizar. O bom dissipou-se.
Sobrou a minha alma triste.
Odeio-te por não veres que estou a morrer, odeio-te por fechares os olhos ao meu corpo mutilado.
Estou desfeita.
É verdade, apodreci. Mas foi contigo.
Não foste tu que me apodreceste, foi a nossa relação que me esvaziou.
Não perguntes como. Porque se soubesse não derramava uma lágrima sequer.
domingo, 14 de março de 2004
domingo, 7 de março de 2004
"I want to go out swinging
Swinging the blues tonight"
Um grande bem haja à Tv2 que ontem nos brindou com um documentário
da fabulosa, divina, espantosa Ella Fitzgerald.
Simplesmente delicioso.
There's a little bit of soul in Ella
There's a little bit of soul in me
There's a little bit of soul in Ella
There's a little bit of soul in me
(...)
Come on, let's stay happy
Come on, clap, let's stay happy
Let's sing the happy blues
No more sad dues
I am happy you are happy too
I am happy you are happy too
So let's go out with the blues that's swinging
Like Count Basie, swing on
Like Count Basie, swing on
Like Count Basie, swing on
Like Count Basie, swing on
Swing on, swing out tonight
Hey now
Hey now
Hey now
Right on now, with that soul
C'mon everybody
C'mon and say right on
I said right on
I said right on
Right on
Right on
Right on
Right on
Right on
Get with it, yeah
Get with it, yeah
Get with it, yeah
Get with it, yeah
Get with it
Get with it
Get with it, c'mon
Let's make you happy
Happy
I've sung these blues, and I'm through
Cause I don't know what I'm singing about
I don't know what I'm singing about
With this happy music
This happy music
So I'd better leave while I'm happy
And say good night to you
Goodnight
Goodnight
Goodnight
Goodnight
Goodnight
"Happy Blues"
sábado, 6 de março de 2004
terça-feira, 2 de março de 2004
Tenho sono, tenho frio e tenho comichão na garganta.
Também tenho comichão no olho.
Estou meia ranhosa, a amandar pa constipada. Pode ser alergia, mas enfim, nunca se sabe.
Estou um bocadinho triste, mas é só um bocadinho.
Na cozinha repousa silenciosamente uma fatia de bolo de chocolate, é a ultima.
Invade-me o dilema... o dilema...! como, não como, como, não como? Apetece. Mas e se depois amanhã alguém (que não eu) se desilude com a presença de um prato vazio? Complicado. Também podia cortar metade da fatia, mas isso passaria de complicado a ridiculo. Muito ridiculo.
Tenho sono...
-E porque não vais dormir Júlia?
Pergunta pertinente.
Porque tenho medo.
Pois, medo. As noites ultimamente andam minadas de pesadelos. Quando menos se espera lá explode um no meu sono.
Ainda ontem, sonhei que tinha alguns fios de cabelo presos na mão. Por baixo da pele. E tinha de os puxar cá para fora, mas doía imenso. E lá fui puxando lentamente, dolorosamente, até saírem.
Nem quero pensar nisso :o(
Desde muito pequena que os pesadelos me acompanham. Os meus pais levavam-me para a casa de banho, comigo em pânico e ainda a dormir, para me tentarem acalmar. Chegou ao extremo de me recusar a dormir. Então o pai lá inventou a história do saco de plástico. Sentava-se ao meu lado com um saco "Vá, dorme descansada, quando o pesadelo aparecer por aí eu apanho-o e meto-o no saco" E eu dormia descansada. Até exigi que se pesasse o saco na balança. É claro que o saco aberto pesava menos que o saco fechado, era o pesadelo que lá estava dentro, hehe, por isso essa paranóia foi desaparecendo, tal como os pesadelos. Deixaram de ser tão frequentes.
Enfim... Estou a ficar mesmo com muito sono.
Se aparecer por aí um pesadelo corro-o daqui à estalada :o)
Boa noite. Caminha, edredão, almofadas... como vos quero.
Também tenho comichão no olho.
Estou meia ranhosa, a amandar pa constipada. Pode ser alergia, mas enfim, nunca se sabe.
Estou um bocadinho triste, mas é só um bocadinho.
Na cozinha repousa silenciosamente uma fatia de bolo de chocolate, é a ultima.
Invade-me o dilema... o dilema...! como, não como, como, não como? Apetece. Mas e se depois amanhã alguém (que não eu) se desilude com a presença de um prato vazio? Complicado. Também podia cortar metade da fatia, mas isso passaria de complicado a ridiculo. Muito ridiculo.
Tenho sono...
-E porque não vais dormir Júlia?
Pergunta pertinente.
Porque tenho medo.
Pois, medo. As noites ultimamente andam minadas de pesadelos. Quando menos se espera lá explode um no meu sono.
Ainda ontem, sonhei que tinha alguns fios de cabelo presos na mão. Por baixo da pele. E tinha de os puxar cá para fora, mas doía imenso. E lá fui puxando lentamente, dolorosamente, até saírem.
Nem quero pensar nisso :o(
Desde muito pequena que os pesadelos me acompanham. Os meus pais levavam-me para a casa de banho, comigo em pânico e ainda a dormir, para me tentarem acalmar. Chegou ao extremo de me recusar a dormir. Então o pai lá inventou a história do saco de plástico. Sentava-se ao meu lado com um saco "Vá, dorme descansada, quando o pesadelo aparecer por aí eu apanho-o e meto-o no saco" E eu dormia descansada. Até exigi que se pesasse o saco na balança. É claro que o saco aberto pesava menos que o saco fechado, era o pesadelo que lá estava dentro, hehe, por isso essa paranóia foi desaparecendo, tal como os pesadelos. Deixaram de ser tão frequentes.
Enfim... Estou a ficar mesmo com muito sono.
Se aparecer por aí um pesadelo corro-o daqui à estalada :o)
Boa noite. Caminha, edredão, almofadas... como vos quero.
segunda-feira, 1 de março de 2004
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2004
Mutts :o)
Bom, para começar há coisas que me chateiam:
sair da cama (sono),
fazer a cama (seca),
sair do duche (frio),
secar o cabelo (perda de tempo),
não saber o que vestir (confusão=armário),
ir para a rua quando está a chover (suspiro),
sei lá tanta, tanta coisinha chata.
Mas depois, claro, vêm as coisas que eu detesto e não são tão pequenas como isso. E quero abordar o que mais me tem irritado ultimamente. O cinismo e hipocrisia. Estas duas características de certas pessoas nunca me entraram na cabeça, porque para já não faz sentido uma pessoa não ter a frontalidade de dizer o que pensa e depois, escondê-lo de maneira maldosa (com boquinhas saloias e tentativas de desprezo), é o cumulo.
Ao longo da minha vida fui encontrando pessoas assim. Na escola, na faculdade, no autocarro, em todo o lado. Até entre supostos amigos, ou amigas.
É claro que há várias maneiras de dizer as coisas, quando não me sinto bem com alguém basta afastar-me dessa pessoa sem a ofender com um “és uma merda e não quero estar contigo” ou algo do género. Não deixo de lhe falar mas não sou simpática por favor. Se essa pessoa é próxima explico-lhe as minhas razões e assunto arrumado, se as coisas se resolverem ainda melhor. Agora, continuar a sorrir e tentar agir normalmente é que não. Poupem-me.
Sempre preferi explosões de raiva para mais tarde tudo ficar honestamente bem do que picadinhas nas costas de tanto mau carácter que anda para aí.
Não me considero uma pessoa superficial e se vejo alguma coisa que me desagrada digo. Não gosto de andar desesperadamente atrás de “gajos” porque é “giro” ter namorado, visto-me da maneira como me visto porque me faz sentir bem e não para impressionar o mundo mais arredores, não tenho muitos amigos e não finjo que os tenho, não odeio os homens porque “são todos iguais” até porque nem são, gosto de comer chocolate, batatas fritas e mcdonalds (ai... e comida chinesa.....nham), gosto de muitos tipos de musica e não tento gostar dos mais “cool” para as outras pessoas verem que eu também sou “cool” (seja isso o que for), EU SOU ASSIM. As outras pessoas têm todo o direito de não gostar porque há personalidades incompatíveis. Aceito críticas de bom grado porque todos devemos mudar para melhor. Agora, com maldade? Vai mas é vendê-la para outro lado!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2004
Um desabafo já tão distante.
Dois anos da minha vida transformaram-se em dois dias. Dois dias em que arranquei o meu coração com toda a força. Coloquei-o numa bandeja fria para que todos o vissem e julgassem, para que todos provassem o sangue amargo que me percorre o corpo.
Mas a única justiça que me interessava era a tua.
Sem medos, sem rancores.
Dois dias.
Esperei que estivesses silenciosamente a ouvir, a dar valor à minha alma que respirava só por ti , só por ti. Esperei. Tremi, enquanto me entregava. E ia aguardando na certeza de que virias. Que me abraçarias e as coisas voltassem a ser.
Porque apesar de tudo a tua companhia sempre foi o suficiente.
Os telefonemas em silêncio, só para sentir que estavas lá.
Não vieste.
Todo este tempo sozinha. Abri o peito. Fiquei em carne viva , comigo e com a minhas mágoas. Exposta. Nua. No meio de estranhos. Esmagada por vozes alheias, que não conhecem, não sentem. Esta tristeza.
Quando a dor se tornou insuportável, olhei para trás, para ver o que te retinha. Mas deparei-me com o espaço vazio da tua presença.
Ausência.
Não estiveste lá nem por um segundo, em que me entregava. Em que sofria, mas sorria, porque TU estavas. Tinhas de estar.... Tinhas.
“Toma a minha essência e bebe-a se quiseres, é tua, sempre foi” Eu tão sozinha.
Em lágrimas, lágrimas, tão sozinha. Quero tapar os olhos, os ouvidos, não quero ver que não estás cá. NÃO QUERO VER. Quero pensar que ouves cada palavra, que seguras o amor que tenho por ti na tua alma, quero iludir-me que não o vais deixar partir.
Quero viver nesta ilusão, ter-te nos braços, rir contigo, fazer cocegas, aninhar-me na tua barriga, brincar com os teus caracóis, sentir carícias que nunca deste, carícias sentidas.
Agora. Vens dizer-me que enquanto não estiveste, pensavas em mim. Pensavas. Lá de longe.
Todas as horas que me ia despedaçando, veia por veia, para me conheceres melhor, se esfumaram. Ficou apenas o meu corpo espalhado neste blog, à espera de ser apanhado, reunido. Resta-me ir buscar a caixa da costura à cozinha, e, com uma linha e agulha cozer o que resta de mim.
Dois anos da minha vida transformaram-se em dois dias. Dois dias em que arranquei o meu coração com toda a força. Coloquei-o numa bandeja fria para que todos o vissem e julgassem, para que todos provassem o sangue amargo que me percorre o corpo.
Mas a única justiça que me interessava era a tua.
Sem medos, sem rancores.
Dois dias.
Esperei que estivesses silenciosamente a ouvir, a dar valor à minha alma que respirava só por ti , só por ti. Esperei. Tremi, enquanto me entregava. E ia aguardando na certeza de que virias. Que me abraçarias e as coisas voltassem a ser.
Porque apesar de tudo a tua companhia sempre foi o suficiente.
Os telefonemas em silêncio, só para sentir que estavas lá.
Não vieste.
Todo este tempo sozinha. Abri o peito. Fiquei em carne viva , comigo e com a minhas mágoas. Exposta. Nua. No meio de estranhos. Esmagada por vozes alheias, que não conhecem, não sentem. Esta tristeza.
Quando a dor se tornou insuportável, olhei para trás, para ver o que te retinha. Mas deparei-me com o espaço vazio da tua presença.
Ausência.
Não estiveste lá nem por um segundo, em que me entregava. Em que sofria, mas sorria, porque TU estavas. Tinhas de estar.... Tinhas.
“Toma a minha essência e bebe-a se quiseres, é tua, sempre foi” Eu tão sozinha.
Em lágrimas, lágrimas, tão sozinha. Quero tapar os olhos, os ouvidos, não quero ver que não estás cá. NÃO QUERO VER. Quero pensar que ouves cada palavra, que seguras o amor que tenho por ti na tua alma, quero iludir-me que não o vais deixar partir.
Quero viver nesta ilusão, ter-te nos braços, rir contigo, fazer cocegas, aninhar-me na tua barriga, brincar com os teus caracóis, sentir carícias que nunca deste, carícias sentidas.
Agora. Vens dizer-me que enquanto não estiveste, pensavas em mim. Pensavas. Lá de longe.
Todas as horas que me ia despedaçando, veia por veia, para me conheceres melhor, se esfumaram. Ficou apenas o meu corpo espalhado neste blog, à espera de ser apanhado, reunido. Resta-me ir buscar a caixa da costura à cozinha, e, com uma linha e agulha cozer o que resta de mim.
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