Se eu não me mexer.
Se ficar aqui, quietinha, refugiada numa palavra.
Se respirar devagarinho para que ninguém perceba. Ninguém descubra.
A minha lágrima.
Talvez assim...
Talvez assim a chuva não dê pela minha presença,
nem os cães da rua, nem as pedras da calçada.
Talvez assim...
...o meu coração não se parta.
mui de muito cor de coração dou de dourado pé de pétala vem do ventre algo de algodão
quarta-feira, 21 de abril de 2004
domingo, 18 de abril de 2004
Tenho meio copo de água em cima da secretária.
Deve estar ali parado há três dias e ainda não arranjei paciência para o levar à cozinha.
Já está com bolhinhas e tudo!
Chega a ser irónico, já que devo ter feito o percurso quarto-cozinha umas 30 vezes (só no dia de hoje).
Isto conduz-me à questão filosófica, (Júlia pensa cuidadosamente)
será a preguiça que me move...?
Mas claro está, se dermos uma olhadela atenta ao resto da secretária a ironia deixa de fazer sentido, caos é sem duvida a palavra indicada.
Ora vejamos:
5 lenços ranhosos (está certo, contei-os) e respectivo pacote vazio
Uma disquete que o meu tio arranjou para a máquina digital (um piolhito da mustek que me segue para todo o lado).
Agenda telefónica da minha irmã (graça divina que a colocou aqui, só pode)
2 canecas com lapiseiras, canetas de feltro etc, que têm a bela particularidade de não escrever.
Uns collants (no coments)
Cadernos, um livro gigantesco de biologia (concepts & connections)
Fotografias (carlos portugal foto express, reportagem de fotografia e video digital a.p.s. sistema advance photo system index print tratamento de imagem digital, vieira de leiria marinha grande monte real leiria, se quiserem as moradas também estão ali)
Uma moeda de 5 cts
Isto tudo bem misturado, sem qualquer organização e....... Secretária da Júlia!
sou atingida pela verdade!
isto é mesmo de quem não tem mais nada que fazer
(to be continued........................................
...................................ou talvez não)
Deve estar ali parado há três dias e ainda não arranjei paciência para o levar à cozinha.
Já está com bolhinhas e tudo!
Chega a ser irónico, já que devo ter feito o percurso quarto-cozinha umas 30 vezes (só no dia de hoje).
Isto conduz-me à questão filosófica, (Júlia pensa cuidadosamente)
será a preguiça que me move...?
Mas claro está, se dermos uma olhadela atenta ao resto da secretária a ironia deixa de fazer sentido, caos é sem duvida a palavra indicada.
Ora vejamos:
5 lenços ranhosos (está certo, contei-os) e respectivo pacote vazio
Uma disquete que o meu tio arranjou para a máquina digital (um piolhito da mustek que me segue para todo o lado).
Agenda telefónica da minha irmã (graça divina que a colocou aqui, só pode)
2 canecas com lapiseiras, canetas de feltro etc, que têm a bela particularidade de não escrever.
Uns collants (no coments)
Cadernos, um livro gigantesco de biologia (concepts & connections)
Fotografias (carlos portugal foto express, reportagem de fotografia e video digital a.p.s. sistema advance photo system index print tratamento de imagem digital, vieira de leiria marinha grande monte real leiria, se quiserem as moradas também estão ali)
Uma moeda de 5 cts
Isto tudo bem misturado, sem qualquer organização e....... Secretária da Júlia!
sou atingida pela verdade!
isto é mesmo de quem não tem mais nada que fazer
(to be continued........................................
...................................ou talvez não)
Ciclo Vincent Gallo no King!
De 15 a 21 de Abril às 18h
Dia 18
"Buffalo 66", de Vincent Gallo (deu a semana passada na TV, se nunca viram... VEJAM)
Dia 19
"Doc's Kingdom", de Robert Kramer
Dia 20
"Trouble Every day", de Claire Denis
Dia 21
"Buffalo 66", de Vincent Gallo
Não esquecer que saiu há pouco tempo para os cinemas "The Brown Bunny".
De 15 a 21 de Abril às 18h
Dia 18
"Buffalo 66", de Vincent Gallo (deu a semana passada na TV, se nunca viram... VEJAM)
Dia 19
"Doc's Kingdom", de Robert Kramer
Dia 20
"Trouble Every day", de Claire Denis
Dia 21
"Buffalo 66", de Vincent Gallo
Não esquecer que saiu há pouco tempo para os cinemas "The Brown Bunny".
quarta-feira, 14 de abril de 2004
Elvis Costello. Que posso eu dizer?
Adoro a voz, as melodias, as letras! São dele algumas das musicas que ainda têm a magia de me acalmar.
Concerto dia 8 de Maio em Lisboa às 21h30, no coliseu dos Recreios.
Vem apresentar o seu mais recente album "North", já ouvi e gostei.
Queria mesmo mesmo mesmo MESMO muito ir, mas bolas... entre 20 a 40 euros?!!?? tá tudo louco?!! Os preços andam a subir frenéticamente!
O concerto de Nick Cave por exemplo, 50 euros?!!?!?
*Suspiro*
(pa ti mor)
"...
Still
Lying in the shadows this new flame will cast
Upon everything we carry from the past
You were made of every love and each regret
Up until the day we met
There are no words that I'm afraid to hear
Unless they are Goodbye, my dear
Still
I was moving very fast
But in one place
Now you speak my name and set my pulse to race
Sometimes words may tumble out but can't eclipse
The feeling when you press your fingers to my lips
I want to kiss you in a rush
And whisper things to make you blush
And you say, Darling, hush
Hush
Still, still"
Para quem não conhece aqui vão algumas sugestões de musicas:
"My funny valentine"
"I want you"
"She"
"Pump it up"
"watching the detectives"
"My mood swings"
(.........)
são tantas, tantas...!! Espero que gostem!
Adoro a voz, as melodias, as letras! São dele algumas das musicas que ainda têm a magia de me acalmar.
Concerto dia 8 de Maio em Lisboa às 21h30, no coliseu dos Recreios.
Vem apresentar o seu mais recente album "North", já ouvi e gostei.
Queria mesmo mesmo mesmo MESMO muito ir, mas bolas... entre 20 a 40 euros?!!?? tá tudo louco?!! Os preços andam a subir frenéticamente!
O concerto de Nick Cave por exemplo, 50 euros?!!?!?
*Suspiro*
(pa ti mor)
"...
Still
Lying in the shadows this new flame will cast
Upon everything we carry from the past
You were made of every love and each regret
Up until the day we met
There are no words that I'm afraid to hear
Unless they are Goodbye, my dear
Still
I was moving very fast
But in one place
Now you speak my name and set my pulse to race
Sometimes words may tumble out but can't eclipse
The feeling when you press your fingers to my lips
I want to kiss you in a rush
And whisper things to make you blush
And you say, Darling, hush
Hush
Still, still"
Para quem não conhece aqui vão algumas sugestões de musicas:
"My funny valentine"
"I want you"
"She"
"Pump it up"
"watching the detectives"
"My mood swings"
(.........)
são tantas, tantas...!! Espero que gostem!
segunda-feira, 12 de abril de 2004
Se pudesse viver para sempre escolhia aquele momento.
Tu a descascar laranjas.
a faca meio raquítica
“dá-te jeito essa faca?”
“muito mais do que as outras de serrilha”
eu encantada:
o teu sorriso doce,
os dedos compridos, as unhas roídas,
as mãos pingavam de sumo.
tu tão concentrado, tão minucioso,
como se daquela laranja dependesse o mundo
e uma ternura brutal, gigantesca, monstruosa
a explodir no meu peito, porque aquela laranja tinha um destino,
o meu.
Tu a descascar laranjas.
a faca meio raquítica
“dá-te jeito essa faca?”
“muito mais do que as outras de serrilha”
eu encantada:
o teu sorriso doce,
os dedos compridos, as unhas roídas,
as mãos pingavam de sumo.
tu tão concentrado, tão minucioso,
como se daquela laranja dependesse o mundo
e uma ternura brutal, gigantesca, monstruosa
a explodir no meu peito, porque aquela laranja tinha um destino,
o meu.
domingo, 4 de abril de 2004
Mas quando as vozes se calam.
Quando fecho a porta e sozinha percorro o quarto...
Lá está o espelho... à espera.
Silencioso.
Envolto numa quietude perversa.
Consigo sentir. Consigo cheirar. A sua voz suja de maldade.
Sussurra ao ouvido tudo o que não quero ouvir. Tudo o que não sou. O que queria ser. Mais magra, esbelta, mais alta, esguia, elástica, perfeita... perfeita... não na minha perfeição. Na perfeição deles. Lá fora, no mundo.
Então, com um gesto violento fecho a porta do armário. Escondo-me nos cobertores e tapo os ouvidos.
Num leve murmúrio ainda ouço, baixinho. Palavras aparentemente dóceis, sopradas ao ouvido: “espreita, dá uma olhadela, vê a tua realidade”.
E eu fraca, sigo. Deitando migalhinhas de pão, para não me perder, esperando encontrar uma resposta certa.
Aproximo-me lentamente.
Dispo as roupas e nua olha para este corpo.
Um corpo que não é meu.
Não pode ser meu.
Não me vejo aqui, não me quero aqui.
Quero apagar. Arrancar o cabelo, rasgar a pele, cuspir a carne, esmagar os ossos.
Deitar fora a imagem que me reflecte. Queimar, cortar, despedaçar, não deixar um centímetro.
Guardar apenas a alma.
“O que é que estavas a fazer?”
“Estava a olhar para a embalagem do iogurte, é tudo tão simples, irónico. Também estou em pedaços.”
“Oh mor... eu colo-te”
Quando fecho a porta e sozinha percorro o quarto...
Lá está o espelho... à espera.
Silencioso.
Envolto numa quietude perversa.
Consigo sentir. Consigo cheirar. A sua voz suja de maldade.
Sussurra ao ouvido tudo o que não quero ouvir. Tudo o que não sou. O que queria ser. Mais magra, esbelta, mais alta, esguia, elástica, perfeita... perfeita... não na minha perfeição. Na perfeição deles. Lá fora, no mundo.
Então, com um gesto violento fecho a porta do armário. Escondo-me nos cobertores e tapo os ouvidos.
Num leve murmúrio ainda ouço, baixinho. Palavras aparentemente dóceis, sopradas ao ouvido: “espreita, dá uma olhadela, vê a tua realidade”.
E eu fraca, sigo. Deitando migalhinhas de pão, para não me perder, esperando encontrar uma resposta certa.
Aproximo-me lentamente.
Dispo as roupas e nua olha para este corpo.
Um corpo que não é meu.
Não pode ser meu.
Não me vejo aqui, não me quero aqui.
Quero apagar. Arrancar o cabelo, rasgar a pele, cuspir a carne, esmagar os ossos.
Deitar fora a imagem que me reflecte. Queimar, cortar, despedaçar, não deixar um centímetro.
Guardar apenas a alma.
“O que é que estavas a fazer?”
“Estava a olhar para a embalagem do iogurte, é tudo tão simples, irónico. Também estou em pedaços.”
“Oh mor... eu colo-te”
sexta-feira, 2 de abril de 2004
Os dias passam a correr e eu nem dou por eles. É como se viajasse no ponteiro de um relógio tão gigantesco que as suas horas exactas fossem incapazes de determinar.
Mas quando este raro momento se dá, quando vejo os segundos, horas, dias que me abandonam, fico aqui pasmada a vê-los partir.
Observo-os indefesa, olho para trás, tropeço nos que surgem sem aviso, doidos por desaparecer novamente. Fogem depressa para não os conseguir alcançar.
Não os acompanho, desoriento-me, perco-me, tanto saltar para o ponteiro do velho relógio que gira, gira maquinalmente. Só que eu caio, perco o passo, desespero.
Gostava de os fazer parar por um bocadinho para respirar à vontade. Sem a pressão do dia seguinte, do movimento seguinte, da palavra seguinte.
Tudo por uns instantes.
O prazer de fazer o tempo.
A calma de um dia sem horas.
Mas quando este raro momento se dá, quando vejo os segundos, horas, dias que me abandonam, fico aqui pasmada a vê-los partir.
Observo-os indefesa, olho para trás, tropeço nos que surgem sem aviso, doidos por desaparecer novamente. Fogem depressa para não os conseguir alcançar.
Não os acompanho, desoriento-me, perco-me, tanto saltar para o ponteiro do velho relógio que gira, gira maquinalmente. Só que eu caio, perco o passo, desespero.
Gostava de os fazer parar por um bocadinho para respirar à vontade. Sem a pressão do dia seguinte, do movimento seguinte, da palavra seguinte.
Tudo por uns instantes.
O prazer de fazer o tempo.
A calma de um dia sem horas.
quarta-feira, 31 de março de 2004
Embora o esquecimento seja uma das coisas que mais odeio (e quando digo esquecimento não me refiro a coisas banais do dia a dia), consigo encontrar algo de belo neste poema.
O Esquecimento
no outro lado da noite
o amor é possível
--- leva-me ---
leva-me entre as doces substâncias
que morrem cada dia na tua memória
Alejandra Pizarnik
O Esquecimento
no outro lado da noite
o amor é possível
--- leva-me ---
leva-me entre as doces substâncias
que morrem cada dia na tua memória
Alejandra Pizarnik
terça-feira, 30 de março de 2004
Tão bem que me sabem dias como este.
Chego a casa, enrolo o cabelo no elástico, ligo o computador enquanto visto o pijama.
A minha mãe esqueceu-se aqui dos óculos.
Espreguiço-me...
Um filme para adoçar o final do dia, “Alguém tem que ceder”. Uma comédia romântica com algo de lamechice à mistura mas, ao contrário do eu habitual, gostei. Fiquei mais cor de rosa e ser cor de rosa às vezes faz bem, nem que seja para sonhar um bocadinho.
Um jantar na Portugália. Uma conversa com Sr meu namorado, combinar coisas para o dia seguinte. Para o fim de semana seguinte.
“Não devo gostar de arroz de lampreia” mas ainda bem que compreendes.
Milhões de coisas para fazer, todas elas do meu agrado. Sinto-me tão grande, capaz de esticar os braços e abraçar o mundo.
Pessoas aparecem, pessoas telefonam, sorrisos, “até amanhã”, “até amanhã!”.
“Amo-te”, “Também te amo muito”
Os dias deviam ser assim. Tão suaves.
Adoro estes dias.
Chego a casa, enrolo o cabelo no elástico, ligo o computador enquanto visto o pijama.
A minha mãe esqueceu-se aqui dos óculos.
Espreguiço-me...
Um filme para adoçar o final do dia, “Alguém tem que ceder”. Uma comédia romântica com algo de lamechice à mistura mas, ao contrário do eu habitual, gostei. Fiquei mais cor de rosa e ser cor de rosa às vezes faz bem, nem que seja para sonhar um bocadinho.
Um jantar na Portugália. Uma conversa com Sr meu namorado, combinar coisas para o dia seguinte. Para o fim de semana seguinte.
“Não devo gostar de arroz de lampreia” mas ainda bem que compreendes.
Milhões de coisas para fazer, todas elas do meu agrado. Sinto-me tão grande, capaz de esticar os braços e abraçar o mundo.
Pessoas aparecem, pessoas telefonam, sorrisos, “até amanhã”, “até amanhã!”.
“Amo-te”, “Também te amo muito”
Os dias deviam ser assim. Tão suaves.
Adoro estes dias.
domingo, 28 de março de 2004
Estou tão cansada, tão cheia de sono. Mais um fim de semana desperdiçado em que me senti ignorada a maior parte do tempo. Ás vezes pergunto-me para quê fazer companhia a pessoas que se estão nas tintas para os meus sentimentos, pensamentos, para os meus gostos. Quando o que realmente importa é a superficialidade de se estar a determinadas horas ao almoço, ao jantar, conversas que soam sempre ao mesmo. Ninguém ali se conhece.
A minha presença embora agradável é invisível a todos. Quase todos.
Pareço um objecto decorativo que às vezes dá um certo jeito ter por perto. Ando farta deste papel sujo.
A minha presença embora agradável é invisível a todos. Quase todos.
Pareço um objecto decorativo que às vezes dá um certo jeito ter por perto. Ando farta deste papel sujo.
quinta-feira, 25 de março de 2004
quarta-feira, 24 de março de 2004
domingo, 21 de março de 2004
sábado, 20 de março de 2004
Ontem foi dia do pai.
..."I guess you'll always be a mystery to me
But you taught me how to value life
And what else do I need
I have a dad who watches over me" ...
Nos piores momentos e nas maiores alegrias, não há nada melhor do que poder confiar em ti. Adoro-te Pai.
Winter
Snow can wait
I forgot my mittens
Wipe my nose
Get my new boots on
I get a little warm in my heart
When I think of winter
I put my hand in my father’s glove
I run off
Where the drifts get deeper
Sleeping beauty trips me with a frown
I hear a voice
"Your must learn to stand up for yourself
Cause I can’t always be around"
He says
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses are still in bed
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change my dear
Boys get discovered as winter melts
Flowers competing for the sun
Years go by and I’m here still waiting Withering where some snowman was
Mirror mirror where’s the crystal palace
But I only can see the myself
Skating around the truth who I am
But I know dad the ice is getting thin
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses are still in bed
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change my dear
Hair is grey
And the fires are burning
So many dreams
On the shelf
You say I wanted you to be proud of me
I always wanted that myself
He says
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses have gone ahead
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change
My dear
Never change
All the white horses
Tori Amos
..."I guess you'll always be a mystery to me
But you taught me how to value life
And what else do I need
I have a dad who watches over me" ...
Nos piores momentos e nas maiores alegrias, não há nada melhor do que poder confiar em ti. Adoro-te Pai.
Winter
Snow can wait
I forgot my mittens
Wipe my nose
Get my new boots on
I get a little warm in my heart
When I think of winter
I put my hand in my father’s glove
I run off
Where the drifts get deeper
Sleeping beauty trips me with a frown
I hear a voice
"Your must learn to stand up for yourself
Cause I can’t always be around"
He says
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses are still in bed
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change my dear
Boys get discovered as winter melts
Flowers competing for the sun
Years go by and I’m here still waiting Withering where some snowman was
Mirror mirror where’s the crystal palace
But I only can see the myself
Skating around the truth who I am
But I know dad the ice is getting thin
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses are still in bed
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change my dear
Hair is grey
And the fires are burning
So many dreams
On the shelf
You say I wanted you to be proud of me
I always wanted that myself
He says
When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses have gone ahead
I tell you that I’ll always want you near
You say that things change
My dear
Never change
All the white horses
Tori Amos
terça-feira, 16 de março de 2004
Desliguei e olhei para o chão. Depois para o telefone.
Comecei a chorar.
Levantei-me.
Descalcei as botas. Abri a caixinha onde guardo alguns segredos
Tirei o único pedaço da nossa fotografia rasgada que deixaste ficar para trás.
Metade da minha cara.
20,000 seconds since you've left and I'm still counting
And 20,000 reasons to get up, get something done
But I'm still waiting
Is someone kind enough to
Pick me up and give me food, assure me that the world is good
But you should be here, you should be here
How colors can change and even the texture of the rain
And what's that ugly little stain on the bathroom floor
I'd rather not deal with that right now
I'd rather be floating in space somewhere or
Worry about the ozone layer
And it's almost like a corny movie scene
But I'm out of frame and the lighting's bad
And the music has no theme
And we're all so strong when nothing's wrong
And the world is at our feet
But how small we are when our love is far away
And all you need is you
"20,000 Seconds" K's Choice
Comecei a chorar.
Levantei-me.
Descalcei as botas. Abri a caixinha onde guardo alguns segredos
Tirei o único pedaço da nossa fotografia rasgada que deixaste ficar para trás.
Metade da minha cara.
20,000 seconds since you've left and I'm still counting
And 20,000 reasons to get up, get something done
But I'm still waiting
Is someone kind enough to
Pick me up and give me food, assure me that the world is good
But you should be here, you should be here
How colors can change and even the texture of the rain
And what's that ugly little stain on the bathroom floor
I'd rather not deal with that right now
I'd rather be floating in space somewhere or
Worry about the ozone layer
And it's almost like a corny movie scene
But I'm out of frame and the lighting's bad
And the music has no theme
And we're all so strong when nothing's wrong
And the world is at our feet
But how small we are when our love is far away
And all you need is you
"20,000 Seconds" K's Choice
segunda-feira, 15 de março de 2004
Um dia chegaste com um grande sorriso aberto.
O teu sorriso imaculado de dentes brancos e lábios carnudos.
Belas promessas de bem estar, de ternura. Conforto.
Tudo aquilo que desejava, perfeito. Segui-te sem pensar, sem saber. Segui-te por te amar. Porque, sempre fui assim, tola, sedenta de amor, de um gesto. Por muito pequenino que fosse.
E tu, foste sugando lentamente a minha vida, e eu inocente, permitia. Porque eras tu.
Os meses passaram e o meu corpo usado deixou de ser suficiente. O silêncio ocupou os teus olhos, o desespero os meus.
Deixaste-me pôdre.
Não sei a magia que aplicaste, ou se fui eu que a apliquei.
Mas de alegre tornei-me obscura.
De infantil a velha.
Mirrada por fora.
Raspada por dentro.
Até não haver mais nada que sugar. Utilizar. O bom dissipou-se.
Sobrou a minha alma triste.
Odeio-te por não veres que estou a morrer, odeio-te por fechares os olhos ao meu corpo mutilado.
Estou desfeita.
É verdade, apodreci. Mas foi contigo.
Não foste tu que me apodreceste, foi a nossa relação que me esvaziou.
Não perguntes como. Porque se soubesse não derramava uma lágrima sequer.
O teu sorriso imaculado de dentes brancos e lábios carnudos.
Belas promessas de bem estar, de ternura. Conforto.
Tudo aquilo que desejava, perfeito. Segui-te sem pensar, sem saber. Segui-te por te amar. Porque, sempre fui assim, tola, sedenta de amor, de um gesto. Por muito pequenino que fosse.
E tu, foste sugando lentamente a minha vida, e eu inocente, permitia. Porque eras tu.
Os meses passaram e o meu corpo usado deixou de ser suficiente. O silêncio ocupou os teus olhos, o desespero os meus.
Deixaste-me pôdre.
Não sei a magia que aplicaste, ou se fui eu que a apliquei.
Mas de alegre tornei-me obscura.
De infantil a velha.
Mirrada por fora.
Raspada por dentro.
Até não haver mais nada que sugar. Utilizar. O bom dissipou-se.
Sobrou a minha alma triste.
Odeio-te por não veres que estou a morrer, odeio-te por fechares os olhos ao meu corpo mutilado.
Estou desfeita.
É verdade, apodreci. Mas foi contigo.
Não foste tu que me apodreceste, foi a nossa relação que me esvaziou.
Não perguntes como. Porque se soubesse não derramava uma lágrima sequer.
domingo, 14 de março de 2004
domingo, 7 de março de 2004
"I want to go out swinging
Swinging the blues tonight"
Um grande bem haja à Tv2 que ontem nos brindou com um documentário
da fabulosa, divina, espantosa Ella Fitzgerald.
Simplesmente delicioso.
There's a little bit of soul in Ella
There's a little bit of soul in me
There's a little bit of soul in Ella
There's a little bit of soul in me
(...)
Come on, let's stay happy
Come on, clap, let's stay happy
Let's sing the happy blues
No more sad dues
I am happy you are happy too
I am happy you are happy too
So let's go out with the blues that's swinging
Like Count Basie, swing on
Like Count Basie, swing on
Like Count Basie, swing on
Like Count Basie, swing on
Swing on, swing out tonight
Hey now
Hey now
Hey now
Right on now, with that soul
C'mon everybody
C'mon and say right on
I said right on
I said right on
Right on
Right on
Right on
Right on
Right on
Get with it, yeah
Get with it, yeah
Get with it, yeah
Get with it, yeah
Get with it
Get with it
Get with it, c'mon
Let's make you happy
Happy
I've sung these blues, and I'm through
Cause I don't know what I'm singing about
I don't know what I'm singing about
With this happy music
This happy music
So I'd better leave while I'm happy
And say good night to you
Goodnight
Goodnight
Goodnight
Goodnight
Goodnight
"Happy Blues"
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