Milhares milhares de palavras engasgadas atropeladas com raiva e ódio e horror rasgadas corroídas ferrugentas palavras estúpidas e más que não vejo em ti nem em mim
mas estão lá
gastas e porcas sujas
as palavras
sem sentido, desordenadas, desorientadas,
como abelhas loucas
como moscas e moscardos
como os pássaros desesperados
sozinhos
a morrerem contra o vidro de nossa casa
a tentar escapar,
como chávenas de café usadas
as palavras
como os autocarros e as pessoas dos autocarros
os encontrões do metro
as palavras
que me magoaram e me cuspiram e me sangraram
palavras que disseste.
mui de muito cor de coração dou de dourado pé de pétala vem do ventre algo de algodão
quarta-feira, 3 de novembro de 2004
sábado, 30 de outubro de 2004
quarta-feira, 13 de outubro de 2004
" As flores de ouro dos jardins modernos em geral são estéreis. As minhas são feitas de barro quebram-se como os pés dos antigos ídolos mas dão fruto. Não trocaria a minha vida imperfeita pela vida de ninguém. Eva acenou com a cabeça. Jacques tinha razão. Algum dia ela havia de passar a aceitar-se e ser feliz como era. "
Os Jardins de Eva, I.K. Centeno
Os Jardins de Eva, I.K. Centeno
sexta-feira, 8 de outubro de 2004
Numa folha branca a musica soava a eternidade, e ela sorriu.
Metáforas e adjectivos e verbos proposições e canções e palavras para aqui para ali.
Não interessa.
Sorriu. Como só a simplicidade pode sorrir. Nada mais do que a ternura de ser. Sincero. À distância de um telefonema a alma dele viajou ao som da guitarra, ao som das estrelas-do-mar e do sussurro das ondas, amores perdidos e turistas tostados em forma de lagostim.
Havia um pessegueiro na ilha.
Sabes-me a sal e sabes-me bem. Com as tuas sardas, o teu cabelo de caracóis, lábios de caramelo. A minha língua percorre gulosa a tua doçura, doce jeito de ser.
Tropeçamos de novo na areia e rimos, perdidos, no chão. Encontrados em braços e pernas, meus teus, não sei, não importa.
... obrigada pelo telefonema.
Metáforas e adjectivos e verbos proposições e canções e palavras para aqui para ali.
Não interessa.
Sorriu. Como só a simplicidade pode sorrir. Nada mais do que a ternura de ser. Sincero. À distância de um telefonema a alma dele viajou ao som da guitarra, ao som das estrelas-do-mar e do sussurro das ondas, amores perdidos e turistas tostados em forma de lagostim.
Havia um pessegueiro na ilha.
Sabes-me a sal e sabes-me bem. Com as tuas sardas, o teu cabelo de caracóis, lábios de caramelo. A minha língua percorre gulosa a tua doçura, doce jeito de ser.
Tropeçamos de novo na areia e rimos, perdidos, no chão. Encontrados em braços e pernas, meus teus, não sei, não importa.
... obrigada pelo telefonema.
domingo, 26 de setembro de 2004
Sexta-feira fui jantar com pessoas da minha antiga turma e tive conhecimento do falecimento de um colega.
Estranho. O sentimento.
Estranha. A impotência.
O sorriso forçado, embaraçado.
Sorriso triste. O meu.
Não era suposto ser assim.
A amargura invade-me. As memórias voltam para assombrar.
Morte.
Ouço no noticiário: dezenas, centenas de pessoas. Distantes, desconhecidas.
E ele a dançar no meu pensamento.
Preso no momento. Improvisando.
A melhor improvisação de todas, pensei. Foi a dele.
E foi.
A morte assume a sua verdadeira forma. Implacável.
Recordo rostos desaparecidos que me diziam tanto. O sorriso do meu avô. A doçura.
A falta que me faz. A forma como me chamava “a maior” ou como dizia “dá-me um beijo minha cara de queijo”.
Pela primeira vez vejo o ridículo de quem banaliza a vida em atitudes mesquinhas
que não interessam a ninguém.
Sei que vou morrer. Um dia. Como ele. Como alguém. Mas até lá, respiro.
Respiro.
Estranho. O sentimento.
Estranha. A impotência.
O sorriso forçado, embaraçado.
Sorriso triste. O meu.
Não era suposto ser assim.
A amargura invade-me. As memórias voltam para assombrar.
Morte.
Ouço no noticiário: dezenas, centenas de pessoas. Distantes, desconhecidas.
E ele a dançar no meu pensamento.
Preso no momento. Improvisando.
A melhor improvisação de todas, pensei. Foi a dele.
E foi.
A morte assume a sua verdadeira forma. Implacável.
Recordo rostos desaparecidos que me diziam tanto. O sorriso do meu avô. A doçura.
A falta que me faz. A forma como me chamava “a maior” ou como dizia “dá-me um beijo minha cara de queijo”.
Pela primeira vez vejo o ridículo de quem banaliza a vida em atitudes mesquinhas
que não interessam a ninguém.
Sei que vou morrer. Um dia. Como ele. Como alguém. Mas até lá, respiro.
Respiro.
domingo, 12 de setembro de 2004
"Ou até em manobra de diversão como é o caso da vinda do barco holandês. Passa pela cabeça de alguém imaginar que alguma mulher, mais ou menos jovem, com mais ou menos dificuldades económicas, se dirige a um barco que é exibido de forma ostensiva e degradante nas televisões e lá entra para fazer um aborto em alto mar? Evidentemente que não. "
Aborto, Barcos e 'Agit-prop' Por ZITA SEABRA http://jornal.publico.pt/publico/2004/08/29/EspacoPublico/O03.html
Evidentemente que não...??
Muitas mulheres sujeitam-se a pior.
Mas pelos vistos mais vale imaginar que não.
Aborto, Barcos e 'Agit-prop' Por ZITA SEABRA http://jornal.publico.pt/publico/2004/08/29/EspacoPublico/O03.html
Evidentemente que não...??
Muitas mulheres sujeitam-se a pior.
Mas pelos vistos mais vale imaginar que não.
sexta-feira, 10 de setembro de 2004
terça-feira, 31 de agosto de 2004
Tentei deitar-me. Tentei dormir.
Tentei descansar e não consegui. São tantos os pensamentos, tantas as discussões, tantas as confusões que não consigo. Tudo me corrói..
Penso na bjork. E como gostava de ser alguém como a bjork.
Penso nele, no que ele me disse. E que não é verdade o que ele me disse.
Eu sei.
Mas doeu.
Penso que é estúpido dar tanta importância a pequenas coisas.
Penso no que tenho de estudar e na desilusão que não quero ser. Penso nos silêncios do meu pai e se ele deixou de acreditar que vou chegar a algum sitio.
Penso nos amigos que não tenho. Penso no ódio a espelhos.
Penso na R., no P. e no V. e em como gostava de ter mais contacto com eles.
Penso em capacitância e sorrio.
Penso que sou uma comodista e que ele tem razão quando me acusa disso.
Penso que sou derrotista. E que o bolo de chocolate será para mim algo sempre imperfeito. Penso na C. e envergonho-me por não ter sido honesta. Por não ter tido a coragem de dizer que estava magoada por ela não ter ido à peça. Não bem por não ter ido. Mas por dizer que iria e nunca lá ter posto os pés. Devia ter confrontado este tipo de atitude que nela é sempre uma constante.
Penso que sou fraca.
Penso no N. e irrita-me que não me tivesse mandado aquela mensagem. Irrita-me que me tivesse falado na exposição para depois se esquecer. Penso que simpatizei com ele e é raro simpatizar com alguém. Penso na conversa que tive contigo a semana passada em que as pessoas vivem pelo que lhes alimenta o ego na altura. Penso na R e nos problemas dela, penso que não os posso resolver por ela, penso que mesmo se pudesse não os resolveria da mesma maneira. Penso que não me devo afastar das pessoas. Penso que vou telefonar ao B., à S., à R., ao N.,ao A., à B., ao V. Tenho saudades do V.
Penso.
Penso no que não quero ser. Penso nas pessoas que mentem por sistema e penso que a minha família é muito imperfeita. Penso que a pensar morreu um burro e rio-me sozinha. Penso em tirar a carta. Penso que me devo definir e não redefinir. Penso na G. e penso que adoro a G. e sinto-me feliz por poder contar com ela. Penso em pilares.
Penso na Laica e no Nero. E penso no Nero quando era cachorrinho, na maneira como dormia de barriga para cima.
Penso que já pensei o suficiente por hoje e vou para a cama.
Tentei descansar e não consegui. São tantos os pensamentos, tantas as discussões, tantas as confusões que não consigo. Tudo me corrói..
Penso na bjork. E como gostava de ser alguém como a bjork.
Penso nele, no que ele me disse. E que não é verdade o que ele me disse.
Eu sei.
Mas doeu.
Penso que é estúpido dar tanta importância a pequenas coisas.
Penso no que tenho de estudar e na desilusão que não quero ser. Penso nos silêncios do meu pai e se ele deixou de acreditar que vou chegar a algum sitio.
Penso nos amigos que não tenho. Penso no ódio a espelhos.
Penso na R., no P. e no V. e em como gostava de ter mais contacto com eles.
Penso em capacitância e sorrio.
Penso que sou uma comodista e que ele tem razão quando me acusa disso.
Penso que sou derrotista. E que o bolo de chocolate será para mim algo sempre imperfeito. Penso na C. e envergonho-me por não ter sido honesta. Por não ter tido a coragem de dizer que estava magoada por ela não ter ido à peça. Não bem por não ter ido. Mas por dizer que iria e nunca lá ter posto os pés. Devia ter confrontado este tipo de atitude que nela é sempre uma constante.
Penso que sou fraca.
Penso no N. e irrita-me que não me tivesse mandado aquela mensagem. Irrita-me que me tivesse falado na exposição para depois se esquecer. Penso que simpatizei com ele e é raro simpatizar com alguém. Penso na conversa que tive contigo a semana passada em que as pessoas vivem pelo que lhes alimenta o ego na altura. Penso na R e nos problemas dela, penso que não os posso resolver por ela, penso que mesmo se pudesse não os resolveria da mesma maneira. Penso que não me devo afastar das pessoas. Penso que vou telefonar ao B., à S., à R., ao N.,ao A., à B., ao V. Tenho saudades do V.
Penso.
Penso no que não quero ser. Penso nas pessoas que mentem por sistema e penso que a minha família é muito imperfeita. Penso que a pensar morreu um burro e rio-me sozinha. Penso em tirar a carta. Penso que me devo definir e não redefinir. Penso na G. e penso que adoro a G. e sinto-me feliz por poder contar com ela. Penso em pilares.
Penso na Laica e no Nero. E penso no Nero quando era cachorrinho, na maneira como dormia de barriga para cima.
Penso que já pensei o suficiente por hoje e vou para a cama.
terça-feira, 17 de agosto de 2004
terça-feira, 13 de julho de 2004
sexta-feira, 9 de julho de 2004
sábado, 3 de julho de 2004
terça-feira, 8 de junho de 2004
sexta-feira, 4 de junho de 2004
quarta-feira, 2 de junho de 2004
Há um papagaio chamado Neco no meu universo. Não, não é meu. E não, eu nunca poria o nome Neco a um animal de estimação. Mas existe. Quando vou a casa da minha avó Aurélia tenho o hábito de beber café ao almoço e jantar. Na pastelaria que frequento encontro sempre este pobre animal à beira da depressão (ou pelo menos isso aparenta).
Nada simpático e pouco social, pronto a arrancar os dedos a quem se dignar a uma aproximação (pequena que seja), lá está ele à espera, com um brilho de loucura nos olhos, ansioso pelo ataque.
É vê-lo de um lado para o outro, na sua gigantesca prisão.
De um lado, teca teca teca, para o outro teca teca teca, de um lado, teca teca teca, para o outro, teca teca teca, de um lado, teca teca teca, para o outro, teca teca teca, sempre no mesmo sitio, sem parar, e assim continua a tarde inteira, os dias inteiros, parece estar a dar em doidinho. Mas naaa, a mim aquele bicho não engana, ele está a planear uma fuga, só não sabe é como e fica ali naquela triste figura.
Às vezes também emite grunhidos imensamente altos (onde se distinguem alguns Olás meio rudimentares), lá vem a Dona São lançada “CALA-TE NECO!!” e dá com uma colher, porta.chaves (o que tiver à mão) nas grades da gaiola. A gaiola abana-se toda e o Neco instala-se no silêncio (com um grande susto imagino, que a Dona São é assustadora).
Será por isso que o Neco é traumatizado? Não sei.
Mas às vezes também o encontro completamente apático. Sem movimento. Olhando o horizonte (que não é muito, tendo em conta que o café fica em frente a uma estrada e do outro lado uma parede tapa a paisagem).
Mesmo que uma criança abane a gaiola e enfie por ela os dedos, nada.... Pergunto-me, serão momentos de lucidez em que ele se apercebe “Não vou a lado nenhum”.
Suspiro.
Pobre Neco.
Nada simpático e pouco social, pronto a arrancar os dedos a quem se dignar a uma aproximação (pequena que seja), lá está ele à espera, com um brilho de loucura nos olhos, ansioso pelo ataque.
É vê-lo de um lado para o outro, na sua gigantesca prisão.
De um lado, teca teca teca, para o outro teca teca teca, de um lado, teca teca teca, para o outro, teca teca teca, de um lado, teca teca teca, para o outro, teca teca teca, sempre no mesmo sitio, sem parar, e assim continua a tarde inteira, os dias inteiros, parece estar a dar em doidinho. Mas naaa, a mim aquele bicho não engana, ele está a planear uma fuga, só não sabe é como e fica ali naquela triste figura.
Às vezes também emite grunhidos imensamente altos (onde se distinguem alguns Olás meio rudimentares), lá vem a Dona São lançada “CALA-TE NECO!!” e dá com uma colher, porta.chaves (o que tiver à mão) nas grades da gaiola. A gaiola abana-se toda e o Neco instala-se no silêncio (com um grande susto imagino, que a Dona São é assustadora).
Será por isso que o Neco é traumatizado? Não sei.
Mas às vezes também o encontro completamente apático. Sem movimento. Olhando o horizonte (que não é muito, tendo em conta que o café fica em frente a uma estrada e do outro lado uma parede tapa a paisagem).
Mesmo que uma criança abane a gaiola e enfie por ela os dedos, nada.... Pergunto-me, serão momentos de lucidez em que ele se apercebe “Não vou a lado nenhum”.
Suspiro.
Pobre Neco.
segunda-feira, 31 de maio de 2004
Para sempre. Aqui estou. É uma tarde de Verão, está quente. Tarde de Agosto. Olho-a em volta, na sufocação do calor, na posse final do meu destino. E uma comoção abrupta – sê calmo. Na aprendizagem serena do silêncio.
Vergílio Ferreira
A todos os que se preocuparam com o meu “desaparecimento”. Obrigada.
Estes dias têm sido tão desnorteados, tão apressados.
Já nem me lembro da ultima vez que me sentei a respirar.
E que falta faz. Saborear cada sentimento.
Viver devagar, doce docemente.
Uma esplanada, um livro, um café.
O mar.
Tenho saudades.
Do cheirinho guloso dos protectores solares.
Da pele salgada. Das pestanas pesadas de água. Dos pés bem enterrados na areia.
Da praia, à tardinha, quando a massa de familias filhos netos chapéus lancheiras vai para casa jantar.
Aqui estou, de volta.
A peça estreou-se, teve em cena quatro dias. Fizemos uma pipa de massa e vai dar para uns quantos jantares com o grupo. Estou feliz.
Ando a ouvir The Smiths quase todos os dias.
Desculpem-me a ausência.
Talvez não para sempre.
Mas, aqui estou.
Vergílio Ferreira
A todos os que se preocuparam com o meu “desaparecimento”. Obrigada.
Estes dias têm sido tão desnorteados, tão apressados.
Já nem me lembro da ultima vez que me sentei a respirar.
E que falta faz. Saborear cada sentimento.
Viver devagar, doce docemente.
Uma esplanada, um livro, um café.
O mar.
Tenho saudades.
Do cheirinho guloso dos protectores solares.
Da pele salgada. Das pestanas pesadas de água. Dos pés bem enterrados na areia.
Da praia, à tardinha, quando a massa de familias filhos netos chapéus lancheiras vai para casa jantar.
Aqui estou, de volta.
A peça estreou-se, teve em cena quatro dias. Fizemos uma pipa de massa e vai dar para uns quantos jantares com o grupo. Estou feliz.
Ando a ouvir The Smiths quase todos os dias.
Desculpem-me a ausência.
Talvez não para sempre.
Mas, aqui estou.
segunda-feira, 17 de maio de 2004
quarta-feira, 12 de maio de 2004
Durante uma conversa tive, pela primeira vez, conhecimento de fotografias da guerra Colonial em que militares jogavam à bola com a cabeça de um preto.
Quero dizer alguma coisa sobre isto que sinto e que tenho andado a sentir desde a respectiva conversa e não consigo.
Não sei o que dizer. Não sei o que sentir.
Tenho milhões de palavras estranguladas na garganta.
Quero fazer alguma coisa e não posso.
O que dizer. O que sentir.
O que sentir...?
Não entendo. Não entendo...
...porquê...?
Ontem adormeci-me em lágrimas.
Porque esta imagem não quer sair. Desde então vai repetindo-se exaustivamente.
E eu quero arranca-la a todo o custo. Quero afastar, fingir que não sei, fingir que este mundo é feito de inocência, de amor... mas não é.
Existe maldade. Existe maldade e eu ando cega. Meu Deus, não sei em que mundo vivo e eu que não acredito em Deus peço-lhe ajuda porque preciso tanto tanto. Esta imagem lambe-me perversamente as lágrimas, rouba-me tudo. Tira o chão, despe-me de equilíbrio.
Estou perdida, e dói. O horror apodera-se do corpo. Dói-me tudo, como se a cabeça não fosse dele. Mas minha. Às voltas, rodopiando, minha. Chutada, a minha cabeça, pontapeada por todos e a minha cabeça a dele, a minha a dele... não percebo, porquê?
Porquê...?!
Quero dizer alguma coisa sobre isto que sinto e que tenho andado a sentir desde a respectiva conversa e não consigo.
Não sei o que dizer. Não sei o que sentir.
Tenho milhões de palavras estranguladas na garganta.
Quero fazer alguma coisa e não posso.
O que dizer. O que sentir.
O que sentir...?
Não entendo. Não entendo...
...porquê...?
Ontem adormeci-me em lágrimas.
Porque esta imagem não quer sair. Desde então vai repetindo-se exaustivamente.
E eu quero arranca-la a todo o custo. Quero afastar, fingir que não sei, fingir que este mundo é feito de inocência, de amor... mas não é.
Existe maldade. Existe maldade e eu ando cega. Meu Deus, não sei em que mundo vivo e eu que não acredito em Deus peço-lhe ajuda porque preciso tanto tanto. Esta imagem lambe-me perversamente as lágrimas, rouba-me tudo. Tira o chão, despe-me de equilíbrio.
Estou perdida, e dói. O horror apodera-se do corpo. Dói-me tudo, como se a cabeça não fosse dele. Mas minha. Às voltas, rodopiando, minha. Chutada, a minha cabeça, pontapeada por todos e a minha cabeça a dele, a minha a dele... não percebo, porquê?
Porquê...?!
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