Ponho-me do avesso para averiguar se o coração ainda bate e ele diz-me que está à espera do momento certo para começar.
Sorrio e penso que não é por ser meu
mas este coração parece-se comigo...
teimosinho
mui de muito cor de coração dou de dourado pé de pétala vem do ventre algo de algodão
terça-feira, 21 de junho de 2005
segunda-feira, 20 de junho de 2005
segunda-feira, 6 de junho de 2005
terça-feira, 31 de maio de 2005
E mais não posso concordar.
“Como dizia o poeta”
Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai
Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não
Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão
Vinicius de Moraes
“Como dizia o poeta”
Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai
Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não
Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão
Vinicius de Moraes
segunda-feira, 23 de maio de 2005
sexta-feira, 13 de maio de 2005
todays mood
Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right.
Little darling, it's been a long cold lonely winter
Little darling, it feels like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right.
Little darling, the smiles returning to the faces
Little darling, it seems like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right.
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Little darling, I feel that ice is slowly melting
Little darling, it seems like years since it's been clear
Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right
It's all right.
George Harrison
The Beatles - Abbey Road

Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right.
Little darling, it's been a long cold lonely winter
Little darling, it feels like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right.
Little darling, the smiles returning to the faces
Little darling, it seems like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right.
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Little darling, I feel that ice is slowly melting
Little darling, it seems like years since it's been clear
Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right
It's all right.
George Harrison
The Beatles - Abbey Road
terça-feira, 10 de maio de 2005
Fiquei a pensar naquilo. De se receber migalhinhas e se ser feliz com a cegueira do amor. Não era minha a historia, mas vi-me ali. Humilhada e mendiga. E por muito que se pense na realidade em momentos de lucidez não se quer ouvir, nem um bocadinho. Porque a falta é tão grande e as migalhas alimentam tanto,
durante tanto tanto tempo.
Quero combater este sentimento e esta canção com todas as forças, mas não consigo. Sou frágil. As migalhas voltam intensas, saborosas, e não consigo reter as lágrimas que tenho amordaçadas. Não me agrada esta sensação de historia por terminar. Não me agradam as fotografias, e as gravações e o endereço que nunca consigo apagar. Não me agradam os pequenos “segredos” de que falava o contador de historias porque cheiram a intimidade, a momentos perdidos, beijos roubados,
rosas putrefactas de tão secas.
A caixa de sapatos continua a mais especial de todas, pelas memorias acumuladas, tão poeirentas. Cheguei tarde e a más horas a uma conclusão que me perfura o peito de tão pobre: não sofro por não sofreres, sofro por te alheares ao meu sofrimento. Por seres o único espectador de olhos voluntariamente fechados.
É isto.
durante tanto tanto tempo.
Quero combater este sentimento e esta canção com todas as forças, mas não consigo. Sou frágil. As migalhas voltam intensas, saborosas, e não consigo reter as lágrimas que tenho amordaçadas. Não me agrada esta sensação de historia por terminar. Não me agradam as fotografias, e as gravações e o endereço que nunca consigo apagar. Não me agradam os pequenos “segredos” de que falava o contador de historias porque cheiram a intimidade, a momentos perdidos, beijos roubados,
rosas putrefactas de tão secas.
A caixa de sapatos continua a mais especial de todas, pelas memorias acumuladas, tão poeirentas. Cheguei tarde e a más horas a uma conclusão que me perfura o peito de tão pobre: não sofro por não sofreres, sofro por te alheares ao meu sofrimento. Por seres o único espectador de olhos voluntariamente fechados.
É isto.
Cannonball
Still a little bit of your taste in my mouth
Still a little bit of you laced with my doubt
Still a little hard to say whats going on
Still a little bit of your ghost your witness
Still a little BIT of your face I havent kissed
You step a little closer EACH DAY
Still I cant SAY whats going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So its not hard to fall
When you float like a cannonball
Still a little bit of your song in my ear
Still a little bit of your words I long to hear
You step a little closer TO ME
So close that I cant see whats going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So its not hard to fall
When you float like a cannon
Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage!
Teach me to be shy
Cause its not hard to fall
And I dont WANNA scare her
Its not hard to fall
And I dont wanna lose
Its not hard to grow
When you know that you just dont know
Damien Rice
Still a little bit of you laced with my doubt
Still a little hard to say whats going on
Still a little bit of your ghost your witness
Still a little BIT of your face I havent kissed
You step a little closer EACH DAY
Still I cant SAY whats going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So its not hard to fall
When you float like a cannonball
Still a little bit of your song in my ear
Still a little bit of your words I long to hear
You step a little closer TO ME
So close that I cant see whats going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So its not hard to fall
When you float like a cannon
Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage!
Teach me to be shy
Cause its not hard to fall
And I dont WANNA scare her
Its not hard to fall
And I dont wanna lose
Its not hard to grow
When you know that you just dont know
Damien Rice
terça-feira, 3 de maio de 2005
E de repente puxo-me para longe.
Para uma época de sol e pés descalços. Quero ver o Ti Manel pescar, e correr atrás dos cães vadios que o seguiam, sempre. Quero ver-me mais pequena. Menina “entretenga” de olhos grandes e voz desmedida, a do fato de banho às riscas no mealheiro pintado da arrecadação.
Há qualquer coisa de criança que não volta e me deixa o corpo triste. Um sussurro que de tão distante vai morrendo, como casas vazias e pétalas secas.
Como a vida.
...no entanto o cheiro do mar e as cócegas da espuma, o sabor do verão na toalha de praia. Uma vertigem de cemitérios índios, peixes aranha, cavalitas, pão quente com manteiga, castelos e túneis de areia, gaivotas, tantas gaivotas, praias desertas. Brincar às escondidas no meio de carros e estradas, tocar às campainhas, foge, foge... Quero ir chamar a Dora para vir brincar prá rua e sentir a liberdade.
Aquela liberdade.
Que nunca voltei a sentir.
Para uma época de sol e pés descalços. Quero ver o Ti Manel pescar, e correr atrás dos cães vadios que o seguiam, sempre. Quero ver-me mais pequena. Menina “entretenga” de olhos grandes e voz desmedida, a do fato de banho às riscas no mealheiro pintado da arrecadação.
Há qualquer coisa de criança que não volta e me deixa o corpo triste. Um sussurro que de tão distante vai morrendo, como casas vazias e pétalas secas.
Como a vida.
...no entanto o cheiro do mar e as cócegas da espuma, o sabor do verão na toalha de praia. Uma vertigem de cemitérios índios, peixes aranha, cavalitas, pão quente com manteiga, castelos e túneis de areia, gaivotas, tantas gaivotas, praias desertas. Brincar às escondidas no meio de carros e estradas, tocar às campainhas, foge, foge... Quero ir chamar a Dora para vir brincar prá rua e sentir a liberdade.
Aquela liberdade.
Que nunca voltei a sentir.
segunda-feira, 25 de abril de 2005
terça-feira, 12 de abril de 2005
terça-feira, 22 de fevereiro de 2005
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005
Dou por mim de olhos fechados num sorriso.
Encantada.
Abanando a cabeça os braços as ancas. A dançar tão e completamente sozinha. Deslumbro o ridículo dos meus movimentos e rasgo o peito em cores de prazer.
Estou feliz. Sinto, mesmo por segundos, a segurança do mundo. Não vou cair e mesmo que tropece volto a levantar-me. Sei que sim.
Quero respirar até à sufocação.
O corpo pequeno ondula, eleva-se, prepara-se para voar longe, para além das árvores, das folhas de Outono que há muito caíram. Voar para além das nuvens, e das estrelas, tornar-se infinito como o universo e deixar de ser meu.
Assim faz sentido.
Encantada.
Abanando a cabeça os braços as ancas. A dançar tão e completamente sozinha. Deslumbro o ridículo dos meus movimentos e rasgo o peito em cores de prazer.
Estou feliz. Sinto, mesmo por segundos, a segurança do mundo. Não vou cair e mesmo que tropece volto a levantar-me. Sei que sim.
Quero respirar até à sufocação.
O corpo pequeno ondula, eleva-se, prepara-se para voar longe, para além das árvores, das folhas de Outono que há muito caíram. Voar para além das nuvens, e das estrelas, tornar-se infinito como o universo e deixar de ser meu.
Assim faz sentido.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2005
bones sinking like stones
all that we fought for
homes, places we’ve grown
all of us are done for.
and we live in a beautiful world,
yeah we do yeah we do.
we live in a beautiful world.
bones sinking like stones
all that we fought for
homes, places we’ve grown
all of us are done for.
but we live in a beautiful world,
yeah we do yeah we do.
we live in a beautiful world.
oh all that I know,
there’s nothing here to run from
‘cos yeah, everybody here’s
got somebody to lean on
Dont Panic, Coldplay
domingo, 6 de fevereiro de 2005
terça-feira, 1 de fevereiro de 2005
...as nossas fotografias ficaram paradas no tempo
ali. à espera que algo aconteça.
passo por elas envolvida em quotidiano e sei que me fixam.
finjo não reparar.
Espalho estrategicamente os olhos pelo quarto e não te vejo. não nos vejo.
mas estamos.
parados.
Desenterro os ossos do quintal e mastigo sem grande pressa. Deixo as fotografias mudas para que também elas me esqueçam. É tão mais fácil adiar...
..eu sei.
Mas está na altura de tomar decisões.
ali. à espera que algo aconteça.
passo por elas envolvida em quotidiano e sei que me fixam.
finjo não reparar.
Espalho estrategicamente os olhos pelo quarto e não te vejo. não nos vejo.
mas estamos.
parados.
Desenterro os ossos do quintal e mastigo sem grande pressa. Deixo as fotografias mudas para que também elas me esqueçam. É tão mais fácil adiar...
..eu sei.
Mas está na altura de tomar decisões.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2005
Sinto em mim a ânsia de devorar as palavras até à mais pequenina letra.
Engolir as frases.
Folhear avidamente, página atrás de página.
Deixar escapar todas as paragens de metro/autocarro que relembram a vida que ainda tenho por viver.
Assim leio Vergílio. Assim escorrego pelo prazer negligenciado nos últimos tempos.
Dualidade de ler o que me sabe bem: Este querer digerir duma só vez . Este querer saborear devagarinho.
Hoje percebi que faltavam três folhas apenas e esforcei-me para as fazer durar. Controlando a necessidade de mastigar tudo num segundo. Procurei pausar em cada ponto. Deixar as reflexões derreterem-se na boca. Sorver os pensamentos soltando-os logo de seguida, livres de percorrerem o meu imaginário.
Sento-me lado a lado de virgulas, exclamações, reticências e interrogações. Permito a invasão do meu corpo porque as palavras também sentem.
Engolir as frases.
Folhear avidamente, página atrás de página.
Deixar escapar todas as paragens de metro/autocarro que relembram a vida que ainda tenho por viver.
Assim leio Vergílio. Assim escorrego pelo prazer negligenciado nos últimos tempos.
Dualidade de ler o que me sabe bem: Este querer digerir duma só vez . Este querer saborear devagarinho.
Hoje percebi que faltavam três folhas apenas e esforcei-me para as fazer durar. Controlando a necessidade de mastigar tudo num segundo. Procurei pausar em cada ponto. Deixar as reflexões derreterem-se na boca. Sorver os pensamentos soltando-os logo de seguida, livres de percorrerem o meu imaginário.
Sento-me lado a lado de virgulas, exclamações, reticências e interrogações. Permito a invasão do meu corpo porque as palavras também sentem.
quarta-feira, 3 de novembro de 2004
Milhares milhares de palavras engasgadas atropeladas com raiva e ódio e horror rasgadas corroídas ferrugentas palavras estúpidas e más que não vejo em ti nem em mim
mas estão lá
gastas e porcas sujas
as palavras
sem sentido, desordenadas, desorientadas,
como abelhas loucas
como moscas e moscardos
como os pássaros desesperados
sozinhos
a morrerem contra o vidro de nossa casa
a tentar escapar,
como chávenas de café usadas
as palavras
como os autocarros e as pessoas dos autocarros
os encontrões do metro
as palavras
que me magoaram e me cuspiram e me sangraram
palavras que disseste.
mas estão lá
gastas e porcas sujas
as palavras
sem sentido, desordenadas, desorientadas,
como abelhas loucas
como moscas e moscardos
como os pássaros desesperados
sozinhos
a morrerem contra o vidro de nossa casa
a tentar escapar,
como chávenas de café usadas
as palavras
como os autocarros e as pessoas dos autocarros
os encontrões do metro
as palavras
que me magoaram e me cuspiram e me sangraram
palavras que disseste.
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