chegou o momento de parar.
preciso de lucidez e os pensamentos escapam numa velocidade impossivel.
assim não quero, o repentino não enche medidas
“Instant soup doesn't really grab me
Today I need something more sub-sub-sub-substantial”.
quero agarrar as ideias com força. uma a uma. em cada mão
sujar os dedos com frases decompostas
analiza-las nos mais diversos sentidos
perceber o que significam, onde me conduzem, que consequências impõem. encarar de frente. com toda a calma que isso exige.
fazer um scrabble infinito e construir puzzles monstruosos de posições e afirmações
pesar obsessivamente todas as letrinhas
apertar-lhes os gasganetes e sufoca-las até à exaustão se for preciso.
chega de vertigens
de carroceis que andam à roda, à roda, à roda
...acabam por nunca parar no mesmo sitio.
pela primeira vez na vida quero fazer experiências necessárias.
não errar.
entrar num laboratório e esmigalhar o meu corpo num tubo de ensaio
ver à lupa. ao microscópio.
vestir luvas de borracha e ter o prazer mórbido de me desmembrar
ser nua.
no triste sentido da palavra (da minha palavra)
descoberta, desfeita, despedaçada
hoje talvez seja uma pinça
ou um bisturi
talvez seja.
mui de muito cor de coração dou de dourado pé de pétala vem do ventre algo de algodão
quinta-feira, 25 de agosto de 2005
terça-feira, 23 de agosto de 2005
sexta-feira, 12 de agosto de 2005
quarta-feira, 3 de agosto de 2005
sexta-feira, 29 de julho de 2005
domingo, 17 de julho de 2005
há qualquer coisa de Outono que não sai do pensamento, qualquer coisa de suspiro, de desassossego, de te ver chegar com aquele sorriso.
aquele sorriso.
o carinho, a ternura que já não se vê nos olhares da rua,
uma falta, vertigem de meiguice , espiral de desejos,
sentir o coração tão imenso prestes a derramar do peito. Não querer morrer, mas mais importante não querer que morras. Inventar-te feliz ainda que longe, sem os olhares extintos e vidas dissolvidas (mesmo antes de começarem).
andar aos círculos para voltar ao mesmo abraço, e querer, querer. qualquer coisa de folhas de Outono,
percebes?
aquele sorriso.
o carinho, a ternura que já não se vê nos olhares da rua,
uma falta, vertigem de meiguice , espiral de desejos,
sentir o coração tão imenso prestes a derramar do peito. Não querer morrer, mas mais importante não querer que morras. Inventar-te feliz ainda que longe, sem os olhares extintos e vidas dissolvidas (mesmo antes de começarem).
andar aos círculos para voltar ao mesmo abraço, e querer, querer. qualquer coisa de folhas de Outono,
percebes?
quinta-feira, 14 de julho de 2005
segunda-feira, 4 de julho de 2005
sábado, 2 de julho de 2005
quinta-feira, 23 de junho de 2005
terça-feira, 21 de junho de 2005
segunda-feira, 20 de junho de 2005
segunda-feira, 6 de junho de 2005
terça-feira, 31 de maio de 2005
E mais não posso concordar.
“Como dizia o poeta”
Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai
Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não
Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão
Vinicius de Moraes
“Como dizia o poeta”
Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai
Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não
Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão
Vinicius de Moraes
segunda-feira, 23 de maio de 2005
sexta-feira, 13 de maio de 2005
todays mood
Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right.
Little darling, it's been a long cold lonely winter
Little darling, it feels like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right.
Little darling, the smiles returning to the faces
Little darling, it seems like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right.
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Little darling, I feel that ice is slowly melting
Little darling, it seems like years since it's been clear
Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right
It's all right.
George Harrison
The Beatles - Abbey Road

Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right.
Little darling, it's been a long cold lonely winter
Little darling, it feels like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right.
Little darling, the smiles returning to the faces
Little darling, it seems like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right.
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Little darling, I feel that ice is slowly melting
Little darling, it seems like years since it's been clear
Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right
It's all right.
George Harrison
The Beatles - Abbey Road
terça-feira, 10 de maio de 2005
Fiquei a pensar naquilo. De se receber migalhinhas e se ser feliz com a cegueira do amor. Não era minha a historia, mas vi-me ali. Humilhada e mendiga. E por muito que se pense na realidade em momentos de lucidez não se quer ouvir, nem um bocadinho. Porque a falta é tão grande e as migalhas alimentam tanto,
durante tanto tanto tempo.
Quero combater este sentimento e esta canção com todas as forças, mas não consigo. Sou frágil. As migalhas voltam intensas, saborosas, e não consigo reter as lágrimas que tenho amordaçadas. Não me agrada esta sensação de historia por terminar. Não me agradam as fotografias, e as gravações e o endereço que nunca consigo apagar. Não me agradam os pequenos “segredos” de que falava o contador de historias porque cheiram a intimidade, a momentos perdidos, beijos roubados,
rosas putrefactas de tão secas.
A caixa de sapatos continua a mais especial de todas, pelas memorias acumuladas, tão poeirentas. Cheguei tarde e a más horas a uma conclusão que me perfura o peito de tão pobre: não sofro por não sofreres, sofro por te alheares ao meu sofrimento. Por seres o único espectador de olhos voluntariamente fechados.
É isto.
durante tanto tanto tempo.
Quero combater este sentimento e esta canção com todas as forças, mas não consigo. Sou frágil. As migalhas voltam intensas, saborosas, e não consigo reter as lágrimas que tenho amordaçadas. Não me agrada esta sensação de historia por terminar. Não me agradam as fotografias, e as gravações e o endereço que nunca consigo apagar. Não me agradam os pequenos “segredos” de que falava o contador de historias porque cheiram a intimidade, a momentos perdidos, beijos roubados,
rosas putrefactas de tão secas.
A caixa de sapatos continua a mais especial de todas, pelas memorias acumuladas, tão poeirentas. Cheguei tarde e a más horas a uma conclusão que me perfura o peito de tão pobre: não sofro por não sofreres, sofro por te alheares ao meu sofrimento. Por seres o único espectador de olhos voluntariamente fechados.
É isto.
Cannonball
Still a little bit of your taste in my mouth
Still a little bit of you laced with my doubt
Still a little hard to say whats going on
Still a little bit of your ghost your witness
Still a little BIT of your face I havent kissed
You step a little closer EACH DAY
Still I cant SAY whats going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So its not hard to fall
When you float like a cannonball
Still a little bit of your song in my ear
Still a little bit of your words I long to hear
You step a little closer TO ME
So close that I cant see whats going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So its not hard to fall
When you float like a cannon
Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage!
Teach me to be shy
Cause its not hard to fall
And I dont WANNA scare her
Its not hard to fall
And I dont wanna lose
Its not hard to grow
When you know that you just dont know
Damien Rice
Still a little bit of you laced with my doubt
Still a little hard to say whats going on
Still a little bit of your ghost your witness
Still a little BIT of your face I havent kissed
You step a little closer EACH DAY
Still I cant SAY whats going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So its not hard to fall
When you float like a cannonball
Still a little bit of your song in my ear
Still a little bit of your words I long to hear
You step a little closer TO ME
So close that I cant see whats going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So its not hard to fall
When you float like a cannon
Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage!
Teach me to be shy
Cause its not hard to fall
And I dont WANNA scare her
Its not hard to fall
And I dont wanna lose
Its not hard to grow
When you know that you just dont know
Damien Rice
terça-feira, 3 de maio de 2005
E de repente puxo-me para longe.
Para uma época de sol e pés descalços. Quero ver o Ti Manel pescar, e correr atrás dos cães vadios que o seguiam, sempre. Quero ver-me mais pequena. Menina “entretenga” de olhos grandes e voz desmedida, a do fato de banho às riscas no mealheiro pintado da arrecadação.
Há qualquer coisa de criança que não volta e me deixa o corpo triste. Um sussurro que de tão distante vai morrendo, como casas vazias e pétalas secas.
Como a vida.
...no entanto o cheiro do mar e as cócegas da espuma, o sabor do verão na toalha de praia. Uma vertigem de cemitérios índios, peixes aranha, cavalitas, pão quente com manteiga, castelos e túneis de areia, gaivotas, tantas gaivotas, praias desertas. Brincar às escondidas no meio de carros e estradas, tocar às campainhas, foge, foge... Quero ir chamar a Dora para vir brincar prá rua e sentir a liberdade.
Aquela liberdade.
Que nunca voltei a sentir.
Para uma época de sol e pés descalços. Quero ver o Ti Manel pescar, e correr atrás dos cães vadios que o seguiam, sempre. Quero ver-me mais pequena. Menina “entretenga” de olhos grandes e voz desmedida, a do fato de banho às riscas no mealheiro pintado da arrecadação.
Há qualquer coisa de criança que não volta e me deixa o corpo triste. Um sussurro que de tão distante vai morrendo, como casas vazias e pétalas secas.
Como a vida.
...no entanto o cheiro do mar e as cócegas da espuma, o sabor do verão na toalha de praia. Uma vertigem de cemitérios índios, peixes aranha, cavalitas, pão quente com manteiga, castelos e túneis de areia, gaivotas, tantas gaivotas, praias desertas. Brincar às escondidas no meio de carros e estradas, tocar às campainhas, foge, foge... Quero ir chamar a Dora para vir brincar prá rua e sentir a liberdade.
Aquela liberdade.
Que nunca voltei a sentir.
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