terça-feira, 7 de março de 2006


Mark Wiener: People always end up the way they started out. No one ever changes. They think they do but they don't. If you're the depressed type now that's the way you'll always be. If you're the mindless happy type now, that's the way you'll be when you grow up. You might lose some weight, your face may clear up, get a body tan, breast enlargement, a sex change, it makes no difference. Essentially, from in front, from behind. Whether you're 13 or 50, you will always be the same.

Aviva Victor: Are you the same?

Mark Wiener: Yeah.

Aviva Victor: Are you glad you're the same?

Mark Wiener: It doesn't matter if I'm glad. There's no freewill. I mean, I have no choice but to chose what I choose, to do as I do, to live as I live. Ultimately, we're all just robots programmed abritrarily by nature's genetic code

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

agora que a neve derreteu um bocadinho as desgraçadas das árvores parecem ter caspa

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

note to self

não comprar o café mais barato do supermercado só porque é mesmo o mais barato...


(que ganas de fregar la lengua con jabón)


quarta-feira, 2 de novembro de 2005

da janela do meu quarto vejo turistas em sorrisos melosos para as suas maquinas digitais, fazem-se acompanhar por monumentos, igrejas, jardins, ruas
que sinto como minhas.
depois de dois meses, o coração é-me percorrido por calles de nomes peculiares.
como silencio, ou espejo.
os grupos imensos de excursões começam a atrapalhar-me o dia a dia e um estranho sentimento de posse, de ciúme subtil espreita pelo ombro.

imagino cá por dentro em quantas fotos estarei, passeando distraída na minha vida, como recuerdo turístico de uma pequena viagem a Salamanca.

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Lembro-me da primeira vez que vi a Laica.
Iamos jantar ao Saraiva.
Fui a casa da Vera pedir uma cassete de video para gravar o ultimo episódio da novela. Do nome da telenovela já não recordo mas, quando voltei a casa (mais a dita cassete) o “Não mexas nessa cadela que tem imensas pulgas”, ficou gravado na mente.
É claro que o hábito de dar festas a qualquer cão de rua já estava à flor da pele na júlia de 10 anos, por isso tomei a liberdade de me apaixonar um bocadinho pela cadela e pelas suas pulgas.
Os dias passaram e começou a rondar a casa, eu de um lado e a minha irmã do outro procuravamos revirar os “Não quero cães cá em casa” da minha mãe e os tempos começavam a mudar enquanto o meu pai entre sorrisos dizia “Tem mesmo cara de Laica”.

Acabou por ficar.

Laica.
No inicio tinha medo de vassouras. Da voz grave do meu pai.
Vinha com marcas de arame farpado na barriga e aproximava-se das pessoas com muito medo. Era total e completamente carente de meiguice. Roçava-se toda lampeira nas nossas pernas como se fosse um gato e em horas calmas encostava carinhosamente o focinho com os olhos fechados.
Suspeitámos que tivesse sido abandonada por caçadores por fugir aterrorizada de todo o barulho que se assemelhasse a tiros e tentava apanhar gatos, pássaros, lagartos, galinhas (e por aí fora). Na verdade, o meu pai dexou de poder ter descanço já que a “rebelde” descobria, ao longo do tempo, novas formas de entrar no galinheiro. Encontrar a Senhora Laica roendo vedações e escavando túneis passou a ser o “pão nosso de cada dia”.

A primeira vez que saímos de casa enfiou-se no porta bagagens com medo de a deixarmos para trás. Foi uma carga de trabalhos para a tirar, já que uma vez que conseguíamos voltava a saltar lá para dentro.
Passou desde esse momento a ladrar aflitivamente quando saíamos de casa no carro.

Desenvolveu uma série de hábitos esquisitos, como uma estranha fixação por lenços ranhosos. Uma pessoa NÃO PODIA, assoar-se a frente da laica. Ela pura e simplesmente amandava-se ao lenço e comia-o. O mesmo acontecia com gelados (o que pensando bem nunca foi muito esquisito).

Tinha um medo terrivel da água e dar-lhe banho no inicio era deveras complicado, já que se recusava a “acompanhar-nos” até à mangueira. Do momento que saímos pela porta pressentia o duche iminente e lá andávamos nós pelo quintal a correr atrás da senhora arraçada a galgo (dá para imaginar o que corria).

Desde o inicio as regras estabelecidas pelo meu pai eram simples: cães fora de casa.
Isso claro não impedia a Laica de se enfiar pelas pernas de quem entrava em casa e desaparecer algures pela cama dos meus pais. Ao longo do tempo, cada vez que “forçava entrada”, escondia-se para não a encontrarmos. É claro que tanto o meu coração como o da minha irmã não aguentaram tais demonstrações de carinho e enfiávamo-la nas frias noites de Inverno em casa, bem juntinho a lareira que era onde dormíamos quando estava mais frio. Isto claro, sem o conhecimento dos pais...

Laica. Tanto por contar.
O amor por ovos crus, o comer uvas da árvore, o aninhar-se nos sofás, os cachorrinhos lindos, lindos que teve, a dificuldade em se sentar após a laqueação, as fugidelas pelo portão, a teimosia, a rebeldia...
Continuou durante anos a ladrar aflitivamente cada vez que saíamos no carro.
Parou de o fazer quando ficou doente.
Passou a ter grande dificuldade em andar. Tropeçava nas próprias patas e por vezes não continha a urina. No veterinário a amargura de não a poder salvar.

Quis ficar com ela até ao fim, em que lhe deram a injecção.
Chorei mais que a alma.
Chorei as brincadeiras, e os carinhos, as lambidelas, a inocência dos seus olhos, chorei a raiva, a tristeza, e mais que tudo. Chorei a saudade.
Soará eternamente na minha cabeça o eco surdo do focinho caído na mesa de observação. Os olhos abertos
inexpressivos.

a voz da veterinária
“já está”.


sábado, 8 de outubro de 2005

aqui os pardais não têm tanto medo das pessoas...

... e eu, despistada, dou comigo a pensar em espanhol.

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

Revelação (quase*) maravilha :
vou estudar para salamanca durante o próximo ano!


* familia, namorado, amigos, cão, filmes não dobrados.......
fica tudo cá.
chegou o momento de parar.
preciso de lucidez e os pensamentos escapam numa velocidade impossivel.
assim não quero, o repentino não enche medidas
“Instant soup doesn't really grab me
Today I need something more sub-sub-sub-substantial”.
quero agarrar as ideias com força. uma a uma. em cada mão
sujar os dedos com frases decompostas
analiza-las nos mais diversos sentidos
perceber o que significam, onde me conduzem, que consequências impõem. encarar de frente. com toda a calma que isso exige.
fazer um scrabble infinito e construir puzzles monstruosos de posições e afirmações
pesar obsessivamente todas as letrinhas
apertar-lhes os gasganetes e sufoca-las até à exaustão se for preciso.

chega de vertigens
de carroceis que andam à roda, à roda, à roda

...acabam por nunca parar no mesmo sitio.

pela primeira vez na vida quero fazer experiências necessárias.
não errar.
entrar num laboratório e esmigalhar o meu corpo num tubo de ensaio
ver à lupa. ao microscópio.
vestir luvas de borracha e ter o prazer mórbido de me desmembrar
ser nua.
no triste sentido da palavra (da minha palavra)
descoberta, desfeita, despedaçada


hoje talvez seja uma pinça
ou um bisturi
talvez seja.

terça-feira, 23 de agosto de 2005

as vezes as palavras parecem tão pequenas quando se quer dizer algo grande como um sorriso...


para a andreia e para o pedro
desejo as estrelas
a doçura dos silêncios e dos embalos.


a magia da união infinita,
no tiago.




...beijinho ;o)

sexta-feira, 12 de agosto de 2005



de malas (quase) aviadas pa sevilha

quarta-feira, 3 de agosto de 2005




de malas (quase) aviadas poh sudoeste

sexta-feira, 29 de julho de 2005

...ténis sem meias...

por muito que tente (e olhem que tento) não consigo compreender a lógica.

domingo, 17 de julho de 2005

há qualquer coisa de Outono que não sai do pensamento, qualquer coisa de suspiro, de desassossego, de te ver chegar com aquele sorriso.
aquele sorriso.
o carinho, a ternura que já não se vê nos olhares da rua,
uma falta, vertigem de meiguice , espiral de desejos,
sentir o coração tão imenso prestes a derramar do peito. Não querer morrer, mas mais importante não querer que morras. Inventar-te feliz ainda que longe, sem os olhares extintos e vidas dissolvidas (mesmo antes de começarem).
andar aos círculos para voltar ao mesmo abraço, e querer, querer. qualquer coisa de folhas de Outono,
percebes?

quinta-feira, 14 de julho de 2005

comichão no nariz, exame na segunda feira, comichão no nariz, tosta de queijo, comichão no nariz, ele não gosta de mim, comichão no nariz, vinho tinto do douro, comichão no nariz, sinto-me sozinha.

Muito sozinha.

segunda-feira, 4 de julho de 2005

... agora é aninhar na cama e enfrascar em sono ...

sábado, 2 de julho de 2005

Ontem vi uma senhora pequenina a rezar o terço na paragem de autocarro, vi cortinas cor de rosa numa janela e pensei “que estranho, cortinas cor de rosa”, vi um homem em cima da mota com um daqueles capacetes de equitação e tive que rir.

a ouvir cherry ball blues de skip james,

quinta-feira, 23 de junho de 2005

dias de limão com sabor a limão.
amarelos enrugados amargos e cheios de caroços.

dias de nervos em franja com grãozinhos de areia nos dedos dos pés.

terça-feira, 21 de junho de 2005

Ponho-me do avesso para averiguar se o coração ainda bate e ele diz-me que está à espera do momento certo para começar.

Sorrio e penso que não é por ser meu
mas este coração parece-se comigo...

teimosinho

segunda-feira, 20 de junho de 2005



daqui

segunda-feira, 6 de junho de 2005




I'm not what's missing from your life now
I could never be the puzzle pieces

Elliot Smith
1969 - 2003
Web Pages referring to this page
Link to this page and get a link back!