Pauso na respiração para não entornar a desordem de sentimentos que cultivei. Cultivei?
Um passo de cada vez.
Lavo os copos.
Despejo as beatas.
Disperso um ultimo olhar pelo quarto sem segurar vestígios.
Evito os jeitos do edredão. A recriminação das almofadas.
Mastigo o que tenho de fazer, afasto o que tinha para pensar.
Não quero chegar à conclusão de que fui abandonada
por ele e pelos dias.
(Estou dobrada do avesso na mala do quarto e aqui ficarei até me acordares)










