mui de muito cor de coração dou de dourado pé de pétala vem do ventre algo de algodão
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
ainda assim. o espaço dele infiltrado no meu não magoa, devia, mas não.
e se olhar, estou na sala, carlos bica a suavizar num rádio velhinho ao fundo. com um prato de douradinhos de pescada, capitão iglo ou qualquer coisa idiota. o prato em que ele pintou uns olhos e um nariz. o arroz por cima.
por dentro somos sorrisos. e somos.
não faz sentido, compreende-se, e não troco por nada.
é que o corpo dele é tão meu, e o meu já não é tão meu como dele.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Ele tinha um corpo que diluía o sábado. O domingo. Qualquer agregado de segundos. Era fácil, como a cereja, e difícil, como o caroço.
Deixo-me sossegada em forma de parágrafo para esquecer a imperfeição das coisas. Lisboa é feita de calçadas, não se anda direito pelos buracos.
Deixo-me estar.
(volto a dizer, de mim para mim, que de olhos fechados a intimidade não dói tanto. de olhos fechados posso nem estar ali, não me vejo)
Deixo-me sossegada em forma de parágrafo para esquecer a imperfeição das coisas. Lisboa é feita de calçadas, não se anda direito pelos buracos.
Deixo-me estar.
(volto a dizer, de mim para mim, que de olhos fechados a intimidade não dói tanto. de olhos fechados posso nem estar ali, não me vejo)
terça-feira, 7 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
A hora de despertar enoja-me o estômago. As pessoas formigam na rua com sacos e pressa, mecanizadas quotidiano adentro. O mundo todo é feito de persianas. Arrasto os lençóis pela cozinha e tomo comprimidos, antibióticos, anti-inflamatórios. O cão abana-se na esperança de trela. Suspiro um pedido de desculpas.
Ando a reparar que as palavras cabem menos na garganta.
Ando a reparar que as palavras cabem menos na garganta.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
Não há na terra lugar nenhum. As raizes apodrecem no corpo. Continuamos a acordar todos os dias à hora em que o despertador não toca. Destapo os lençois com dificuldade e arrasto os chinelos pela casa. Por baixo da água no chuveiro espero que o pó desapareça, e com ele a pele.
Ao longe. "Filha, o corpo não tem raizes na terra" Eu sei mãe.
Ao longe. "Filha, o corpo não tem raizes na terra" Eu sei mãe.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
sábado, 12 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
sobre tirar sapatos rodopiar rodopiar rir sorrir abrir o espaço e dançar
lufa lufa
ontem no santiago alquimista :)
lufa lufa
ontem no santiago alquimista :)
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