mui de muito cor de coração dou de dourado pé de pétala vem do ventre algo de algodão
domingo, 27 de março de 2011
barf
gosto quando um leitor por aqui tropeça e calha de achar piada ao que escrevo.
já pouco escrevo é verdade. ainda assim volto. abro janelas, deixo as palavras arejar, sacudo-lhes o pó e sempre vou tirando o verdete à memória.
já tinha acontecido encontrar copy/paste dos meus desabafos, situações essas que passaram por aqui despercebidas. às vezes sente-se o caruncho mas a pachorra é pouca para esburacar soalho.
posto isto, dado que toda a paciência tem limites e eu posso ser uma miúda simpática mas não nutro simpatia por quem pretende passar por seu o que não criou, esbarrei aqui com a vergonhosa cópia de retalhos deste post e mais ultima frase deste (publicados a Setembro e Janeiro de 2008).
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
ainda assim. o espaço dele infiltrado no meu não magoa, devia, mas não.
e se olhar, estou na sala, carlos bica a suavizar num rádio velhinho ao fundo. com um prato de douradinhos de pescada, capitão iglo ou qualquer coisa idiota. o prato em que ele pintou uns olhos e um nariz. o arroz por cima.
por dentro somos sorrisos. e somos.
não faz sentido, compreende-se, e não troco por nada.
é que o corpo dele é tão meu, e o meu já não é tão meu como dele.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Ele tinha um corpo que diluía o sábado. O domingo. Qualquer agregado de segundos. Era fácil, como a cereja, e difícil, como o caroço.
Deixo-me sossegada em forma de parágrafo para esquecer a imperfeição das coisas. Lisboa é feita de calçadas, não se anda direito pelos buracos.
Deixo-me estar.
(volto a dizer, de mim para mim, que de olhos fechados a intimidade não dói tanto. de olhos fechados posso nem estar ali, não me vejo)
Deixo-me sossegada em forma de parágrafo para esquecer a imperfeição das coisas. Lisboa é feita de calçadas, não se anda direito pelos buracos.
Deixo-me estar.
(volto a dizer, de mim para mim, que de olhos fechados a intimidade não dói tanto. de olhos fechados posso nem estar ali, não me vejo)
terça-feira, 7 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
A hora de despertar enoja-me o estômago. As pessoas formigam na rua com sacos e pressa, mecanizadas quotidiano adentro. O mundo todo é feito de persianas. Arrasto os lençóis pela cozinha e tomo comprimidos, antibióticos, anti-inflamatórios. O cão abana-se na esperança de trela. Suspiro um pedido de desculpas.
Ando a reparar que as palavras cabem menos na garganta.
Ando a reparar que as palavras cabem menos na garganta.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
Não há na terra lugar nenhum. As raizes apodrecem no corpo. Continuamos a acordar todos os dias à hora em que o despertador não toca. Destapo os lençois com dificuldade e arrasto os chinelos pela casa. Por baixo da água no chuveiro espero que o pó desapareça, e com ele a pele.
Ao longe. "Filha, o corpo não tem raizes na terra" Eu sei mãe.
Ao longe. "Filha, o corpo não tem raizes na terra" Eu sei mãe.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
sábado, 12 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
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