






* imagens de Penelope Hillfräu & Francisca Ribeiro
mui de muito cor de coração dou de dourado pé de pétala vem do ventre algo de algodão

ainda assim. o espaço dele infiltrado no meu não magoa, devia, mas não.
e se olhar, estou na sala, carlos bica a suavizar num rádio velhinho ao fundo. com um prato de douradinhos de pescada, capitão iglo ou qualquer coisa idiota. o prato em que ele pintou uns olhos e um nariz. o arroz por cima.
por dentro somos sorrisos. e somos.
não faz sentido, compreende-se, e não troco por nada.
é que o corpo dele é tão meu, e o meu já não é tão meu como dele.