terça-feira, 31 de agosto de 2004

Tentei deitar-me. Tentei dormir.
Tentei descansar e não consegui. São tantos os pensamentos, tantas as discussões, tantas as confusões que não consigo. Tudo me corrói..
Penso na bjork. E como gostava de ser alguém como a bjork.
Penso nele, no que ele me disse. E que não é verdade o que ele me disse.
Eu sei.
Mas doeu.
Penso que é estúpido dar tanta importância a pequenas coisas.
Penso no que tenho de estudar e na desilusão que não quero ser. Penso nos silêncios do meu pai e se ele deixou de acreditar que vou chegar a algum sitio.
Penso nos amigos que não tenho. Penso no ódio a espelhos.
Penso na R., no P. e no V. e em como gostava de ter mais contacto com eles.
Penso em capacitância e sorrio.
Penso que sou uma comodista e que ele tem razão quando me acusa disso.
Penso que sou derrotista. E que o bolo de chocolate será para mim algo sempre imperfeito. Penso na C. e envergonho-me por não ter sido honesta. Por não ter tido a coragem de dizer que estava magoada por ela não ter ido à peça. Não bem por não ter ido. Mas por dizer que iria e nunca lá ter posto os pés. Devia ter confrontado este tipo de atitude que nela é sempre uma constante.
Penso que sou fraca.
Penso no N. e irrita-me que não me tivesse mandado aquela mensagem. Irrita-me que me tivesse falado na exposição para depois se esquecer. Penso que simpatizei com ele e é raro simpatizar com alguém. Penso na conversa que tive contigo a semana passada em que as pessoas vivem pelo que lhes alimenta o ego na altura. Penso na R e nos problemas dela, penso que não os posso resolver por ela, penso que mesmo se pudesse não os resolveria da mesma maneira. Penso que não me devo afastar das pessoas. Penso que vou telefonar ao B., à S., à R., ao N.,ao A., à B., ao V. Tenho saudades do V.
Penso.
Penso no que não quero ser. Penso nas pessoas que mentem por sistema e penso que a minha família é muito imperfeita. Penso que a pensar morreu um burro e rio-me sozinha. Penso em tirar a carta. Penso que me devo definir e não redefinir. Penso na G. e penso que adoro a G. e sinto-me feliz por poder contar com ela. Penso em pilares.
Penso na Laica e no Nero. E penso no Nero quando era cachorrinho, na maneira como dormia de barriga para cima.
Penso que já pensei o suficiente por hoje e vou para a cama.

terça-feira, 17 de agosto de 2004

Vejo e revejo as palavras que cuspi.
Vejo e revejo as feridas que ele deixou.
Penso.
Penso na minha fragilidade espectante. Aguardando palavras quentes.
Estúpida Júlia que nunca aprendes.
Hoje.
A partir de hoje serei uma armadura.
Uma cobra. Um raio.
Acabou.

Hoje sou um ponto final.

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