terça-feira, 31 de maio de 2005

E mais não posso concordar.

“Como dizia o poeta”

Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai

Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não

Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão

Vinicius de Moraes

segunda-feira, 23 de maio de 2005



daqui

sexta-feira, 13 de maio de 2005

todays mood



daqui


Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right.

Little darling, it's been a long cold lonely winter
Little darling, it feels like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right.

Little darling, the smiles returning to the faces
Little darling, it seems like years since it's been here
Here comes the sun, here comes the sun
and I say it's all right.

Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...
Sun, sun, sun, here it comes...

Little darling, I feel that ice is slowly melting
Little darling, it seems like years since it's been clear
Here comes the sun, here comes the sun,
and I say it's all right
It's all right.

George Harrison

The Beatles - Abbey Road

terça-feira, 10 de maio de 2005

Fiquei a pensar naquilo. De se receber migalhinhas e se ser feliz com a cegueira do amor. Não era minha a historia, mas vi-me ali. Humilhada e mendiga. E por muito que se pense na realidade em momentos de lucidez não se quer ouvir, nem um bocadinho. Porque a falta é tão grande e as migalhas alimentam tanto,
durante tanto tanto tempo.


Quero combater este sentimento e esta canção com todas as forças, mas não consigo. Sou frágil. As migalhas voltam intensas, saborosas, e não consigo reter as lágrimas que tenho amordaçadas. Não me agrada esta sensação de historia por terminar. Não me agradam as fotografias, e as gravações e o endereço que nunca consigo apagar. Não me agradam os pequenos “segredos” de que falava o contador de historias porque cheiram a intimidade, a momentos perdidos, beijos roubados,
rosas putrefactas de tão secas.
A caixa de sapatos continua a mais especial de todas, pelas memorias acumuladas, tão poeirentas. Cheguei tarde e a más horas a uma conclusão que me perfura o peito de tão pobre: não sofro por não sofreres, sofro por te alheares ao meu sofrimento. Por seres o único espectador de olhos voluntariamente fechados.

É isto.

Cannonball


Cannonball
Originally uploaded by julie on the moon.
Still a little bit of your taste in my mouth
Still a little bit of you laced with my doubt
Still a little hard to say whats going on

Still a little bit of your ghost your witness
Still a little BIT of your face I havent kissed
You step a little closer EACH DAY
Still I cant SAY whats going on

Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So its not hard to fall
When you float like a cannonball

Still a little bit of your song in my ear
Still a little bit of your words I long to hear
You step a little closer TO ME
So close that I cant see whats going on

Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So its not hard to fall
When you float like a cannon

Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage!
Teach me to be shy
Cause its not hard to fall
And I dont WANNA scare her
Its not hard to fall
And I dont wanna lose
Its not hard to grow
When you know that you just dont know

Damien Rice
depois há os lenços extra-suaves e resistentes da Colhogar perfumados com mel...


(e o desenho de uma abelhinha)

terça-feira, 3 de maio de 2005

E de repente puxo-me para longe.
Para uma época de sol e pés descalços. Quero ver o Ti Manel pescar, e correr atrás dos cães vadios que o seguiam, sempre. Quero ver-me mais pequena. Menina “entretenga” de olhos grandes e voz desmedida, a do fato de banho às riscas no mealheiro pintado da arrecadação.
Há qualquer coisa de criança que não volta e me deixa o corpo triste. Um sussurro que de tão distante vai morrendo, como casas vazias e pétalas secas.
Como a vida.
...no entanto o cheiro do mar e as cócegas da espuma, o sabor do verão na toalha de praia. Uma vertigem de cemitérios índios, peixes aranha, cavalitas, pão quente com manteiga, castelos e túneis de areia, gaivotas, tantas gaivotas, praias desertas. Brincar às escondidas no meio de carros e estradas, tocar às campainhas, foge, foge... Quero ir chamar a Dora para vir brincar prá rua e sentir a liberdade.
Aquela liberdade.
Que nunca voltei a sentir.
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