terça-feira, 28 de junho de 2011




Cansa esta obrigação geral e uniformizante de espremer amor em tubos de ensaio.
Não me entra.

Tenho um querer, e no meu querer não cabe essa palavra.
Está demasiado suja de tão tocada.

Já não quero saber o que diz o amor dos outros, porque trago comigo um formigueiro abstracto que é só meu e para este rapaz o guardo. Nele há espaço para tudo, desde a dor ao fracasso. No abismo circunstancial de acasos nenhum joelho tem o nosso prazer de encaixe. Que aqueça mas não arda e que aconchegue mas não desfaça.






and all the towns we built,

we built them so the lions could escape,

so they could roam in houses of their own.














* imagens de Penelope Hillfräu & Francisca Ribeiro

domingo, 26 de junho de 2011

musica de domingo #1
(e melancia)

Confesso desejar o corpo mergulhado em água fresca até ao queixo.
No entanto, e cá em casa, os quarenta graus de domingo passam-se em cuecas talhando grossas fatias de melancia. A melancia, como se sabe, come-se de forma javarda e sem decoro sorvendo indiscriminadamente as respectivas sementes e água. Quero lá saber se depois me crescem enormes e redondas melancias no ventre, fico saciada.
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