quarta-feira, 20 de julho de 2011

Aviso à navegação.
Os últimos meses foram uma distribuição aleatória de caos e horror. A vida que andava amena, de contornos almofadados, toda aninhadita pela hora do aconchego, sofreu uma mutação rançosa e putrefacta. Eis que no curto espaço de uma bofetada nos vimos feitos moscardos a esmigalhar a cornadura contra o video da janela, os dois em pânico e aos tropeções a correr atrás de prazos. A violência, desespero, calamidade, tudo a guinchar até ás cordas quebrarem. Enfim. Ser adulto.
Juro que foi tudo passado assim, à espera que viesse de cima e em queda livre uma batelada de cimento para me esfrangalhar contra a calçada. Sensivelmente a emoção de abaixo (excepto a beleza angelical da delpy e sem o felpudo para estrafegar na altura de aflição).

No entanto e a partir de hoje, o tempo será passado a fervilhar coisas boas: retomar leituras (ainda repousa ali virgem a pilha que veio este ano da feira do livro), retomar filmes (e são tantos que nem sei por onde começar), retomar a esplanada os jantares almoços patuscadas amigos (que justificadamente perdem a santa da paciência) e praia praia praia, fins de semana para poder enjoar da praia.

(sem a beleza angelical da delpy, convenha-se)
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